Dica de Leitura: Pequenos Guardiões

A série Pequenos Guardiões (Mouse Guard), lançada originalmente em 2006 por David Petersen conta a história da Guarda, organizada pela sociedade dos Ratos, que lutam diariamente para defender seu grupo de seus predadores: Doninhas, Caranguejos e Serpentes.

Após a vitória da guerra do Inverno de 1149, a Guarda passou a ter outras funções na sociedade de Lockhaven, é neste momento que os Guardas Lieam, Kenzie e Saxon são enviados para encontrar um comerciante que havia desaparecido que estava indo em direção da cidade de Rootwallow. A partir daí inicia-se a aventura medieval dos Pequenos Guardiões.

No Brasil foram lançados pela Conrad os primeiros seis volumes da série: Na Barriga do Monstro, Nas Sombras, O Retorno do Machado, O Fantasma das Trevas, A Marcha de Midnight e Retorno à Honra.

Com a obra David Petersen foi vencedor do prêmio EISNER, nas categorias, Melhor Publicação Infantil e Melhor Álbum Gráfico.

A série Pequenos Guardiões entrou em 2009 na lista do Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE), sendo indicado para a leitura de alunos do Ensino Fundamental.

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É só entregar lápis e papel.

Para a criança e logo traços mais finos em meio a outros mais grossos começam a compor um desenho. “A criança começa a se interessar pela leitura por meio dos quadrinhos, por volta dos 4 ou 5 anos de idade. O humor gráfico e os quadrinhos atingem todos os estudantes, da Educação Infantil ao Ensino Médio”, comenta o cartunista e jornalista José Alberto Lovetro. Com a experiência de quem atuou em grandes veículos de comunicação, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Veja e TV Globo, José Alberto Lovetro garante que o uso de quadrinhos como ferramenta pedagógica pode resultar em atividades que se enquadram em qualquer disciplina e, ao inserir o próprio aluno no roteiro da tirinha, o educador traz ainda mais impacto para o trabalho. “Todos nós gostamos de ser personagens de uma historinha na qual podemos ser super-heróis ou apenas nós mesmos no dia a dia. Tive uma experiência na antiga Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem), de São Paulo (SP), com o uso de quadrinhos: sugeri aos professores que solicitassem aos jovens o desenho da própria história, já que quando desenhamos nossa história, conseguimos nos enxergar de uma forma diferenciada. Foi como estar em um divã, os meninos tiveram a oportunidade de refletir sobre os seus atos e reagir positivamente contra a violência. O resultado foi sensacional”, lembra.

Leia mais: http://revistaguiafundamental.uol.com.br/professores-atividades/87/artigo225133-1.asp

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Contos de fadas em Quadrinhos.

Quando foi chamado para organizar o livro “Contos de Fadas em Quadrinhos”, Chris Duffy, renomado escritor e editor de HQs, se viu, segundo ele, numa pesquisa “deliciosa”: a leitura do maior número de contos de fadas possível, em aproximadamente dois meses. Depois, o árduo foi escolher quais seriam transformados em histórias ilustradas. Dezessete fábulas, entre narrativas dos Irmãos Grimm, outras bem conhecidas e contos folclóricos não europeus, foram selecionadas.

Algumas fábulas se mantêm fiéis aos originais. Mas outras trazem reviravoltas divertidas e, muitas vezes, emocionantes. As histórias ganharam nova roupagem, colorido e humor. Uma nova maneira de interpretar antigas histórias. E de conhecer muitas outras.

Divulgação

Duffy ainda tentou equilibrar na triagem contos que contemplassem heróis e heroínas. Para cada história, um cartunista de peso foi eleito e recebeu a missão de fazer sua própria releitura do conto para os quadrinhos. O resultado são recontos com bom humor, muita cor e formas inéditas.

Nesta antologia única, histórias que todos conhecem se unem a outras não tão conhecidas. O resultado, divertido, mostra que nem tudo é estático no universo das fadas!

“Contos de Fadas em Quadrinhos”, organizado por Chris Duffy, com tradução de Rosa Amanda Strausz. Editora Galera Júnior, 128 páginas, R$ 55,00.

Fonte:http://wp.clicrbs.com.br/aldobrasil/2015/04/23/contos-de-fadas-em-quadrinhos/?topo=84,2,18,,,77

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Para quebrar o preconceito.

Liniers afirma que uma parcela de leitores ainda acha que quadrinhos se resume a aventuras de super-heróis.

Na continuidade de sua entrevista, o cartunista argentino Ricardo Siri Liniers, criador do “Macanudos”, fala do preconceito que ainda se tem em relação à liberdade de expressão nos quadrinhos, muito além da ideia de aventura de super-heróis. Ele aponta também seus cartunistas brasileiros preferidos e fala de sua relação com o Brasil.

Entrevista

Você acredita que o público dos quadrinhos é específico ou pode ser mais acessível?

Acredito que os editores e nós, autores, temos a responsabilidade de acabar com o preconceito que se tem com os quadrinhos. O preconceito é que os quadrinhos seriam somente para crianças, que são aventuras, piadas e nada mais. Durante muito tempo foi assim. Não se podia fazer histórias em quadrinhos sobre temas sérios porque não eram um meio sério de comunicação. Não se podia fazer quadrinhos sobre o holocausto ou a Segunda Guerra Mundial. Só se podia fazer aventuras de super-heróis. E as histórias em quadrinhos atualmente não são encaradas pelo autores da mesma maneira que a literatura pelos escritores. Ninguém dizia a (Julio) Cortázar ou a Clarice Lispector “você não pode escrever isso porque isso não é literatura”. E agora, finalmente, já não dizem isso aos quadrinistas. Atualmente, o problema que temos é que as pessoas continuam com preconceito. Pensar que os quadrinhos são apenas sobre aventuras é o mesmo que pensar que o cinema é somente Arnold Schwarzenegger. É ficar com uma visão muito pequena de algo que é enorme e que, para mim, está em seu melhor momento.

Entre os cartunistas brasileiros, há algum de quem você goste?

Sim, adoro, eles me fazem rir muito. Laerte me faz rir muito, assim como Angeli. Há um desenhista de Porto Alegre que se chama Fabio Zimbres, que para mim é um gênio absoluto.

Há alguma perspectiva de visita ao Brasil em breve?

Eu sempre vou ao Brasil para participar de programas ou apresentar algum livro. Quem sabe aparece alguma razão para visitá-lo novamente. Adoro aproveitá-lo. Já fui a Recife, Porto Alegre, Brasília, Rio, Belo Horizonte, São Paulo. Tenho um cunhado que vive em Ubatuba, então qualquer desculpa que tenho faço uma visita. No Brasil, me aconteceu uma das coisas mais extremas com uma fã. Uma menina me mostrou o braço e disse: “desenha um pinguim pra mim?” E eu desenhei um pinguim com um guarda-chuva. Uma semana depois ela me mandou uma foto e tinha feito uma tatuagem do pinguim. Os fãs brasileiros são sempre intensos, me presenteiam quando vou aí, me dão bonecos dos personagens.

Lei a primeira parte da entrevista aqui

Fonte:http://www.otempo.com.br/

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Acervo tem 74 mil livros, dos quais 70% são de Mangás.

A maior biblioteca de livros em japonês no Brasil, localizada em uma colônia em São Miguel Arcanjo (SP), possui um acervo gigante de mangás, as histórias em quadrinhos japonesas. A biblioteca não é limitada apenas a títulos de heróis de luta: há desde histórias cômicas a eróticas. Dos 74 mil livros da coleção, 70% ou 51,8 mil são mangás, segundo o administrador da biblioteca Katsuharo Ochi. “Eles são os mais procurados pela população da colônia e também por outros moradores da região que estudam a língua japonesa e alugam”, afirma.

Fachada da Biblioteca dos Jovens do Pinhal, em São Miguel Arcanjo. Foto: Caio Gomes Silveira / G1

Ele diz ainda que o estilo é procurado por crianças, jovens e adultos. “A preferência é pelas histórias de luta, os poucos livros eróticos ‘nunca’ são alugados”, conta Ochi. O acervo da biblioteca de São Miguel Arcanjo é três vezes maior, por exemplo, que o da Fundação Japão em São Paulo (SP), cidade onde vivem 326 mil japoneses e descendentes, segundo o Centro de Estudos Nipo-Brasileiro. A biblioteca da entidade conta com 21 mil exemplares, de acordo com a administração do local.

Biblioteca é aberta ao público e funciona apenas aos sábados. Foto: Caio Gomes Silveira / G1

Obras diversas

Mas além da grande quantidade de mangás, a biblioteca de São Miguel Arcanjo conta com obras de diversos temas: artes, arquitetura, culinária, religião, biografias, além dos romances policiais e clássicos, como “Pinóquio” e “Bambi”. A quantia de livros é tanta que alguns exemplares ficam estocados em caixas ao lado de prateleiras. “São muitos livros, grande parte antigos. A quantia é tão grande que não conhecemos a maioria”, diz Ochi.

O espaço de 650 metros quadrados fica na colônia japonesa do Bairro Pinhal, zona rural deSão Miguel Arcanjo, e foi construído em 1985. Ele funciona apenas aos sábados e é aberto à população. “Na época em que montaram a biblioteca, a colônia recebeu um contêiner carregado de livros que veio do Japão por meio de um navio. Desde então foram comprados poucos exemplares para a biblioteca”, relembra o administrador.

“Assistir à televisão é mais fácil, mas não podemos esquecer de nossa língua, por isso, mantemos esse local”
Katsuharo Ochi, administrador da biblioteca

Dos 74 mil livros, cerca de 70% são mangás, afirma administrador. Foto: Caio Gomes Silveira / G1

Chama a atenção dos visitantes a diferença entre os alfabetos japonês e romano, utilizado na Língua Portuguesa. Outro fato curioso é o modo como os livros são confeccionados. Ao invés da leitura ocidental da esquerda para a direita, os orientais leem da direita para a esquerda. “Há muitas diferenças para a leitura das palavras orientais e ocidentais. Costumo dizer que aprender a falar japonês não é difícil, mas aprender a ler e escrever, sim. Para japoneses assistirem televisão é mais fácil, mas não podemos esquecer de nossa língua, por isso, mantemos esse local”, reflete.

Fonte: adaptado

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Gibis estimulam alunos de Cmei a tomar gosto pela leitura

Entre os exemplos de aplicação, estão a análise de textos e ampliação do vocabulário. Com isso, o jovem leitor passa a se familiarizar com os momentos decisivos.

Gibitecas foram instaladas nos Centros Municipais de Educação Infantil

Já foi o tempo em que as revistas em quadrinhos eram proibidas em sala de aula. Agora, os gibis ganharam significado pedagógico e são uma excelente opção para incentivar a leitura entre aqueles que estão entrando no mundo das letras. A começar pelos personagens que, por si só, são atraentes para a garotada.

Assim, os alunos e professores dos 49 Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) comemoram a chegada das “Gibitecas Turma da Mônica”, recentemente adquiridas pela Secretaria Municipal de Educação (Seme).

“As histórias em quadrinhos ou gibis são revistas que unem o texto à imagem, criando uma sequência de quadros que acompanham o desenvolvimento do texto. Podem ser utilizadas como um dos recursos para a aquisição da linguagem escrita e da leitura nas crianças atendidas na educação infantil, constituindo-se em vivências prazerosas no desenvolvimento curricular”, disse a secretária municipal de Educação, Adriana Sperandio.

Aprender brincando

“Além de incentivar o hábito da leitura, a união da linguagem gráfica com a escrita ainda ajuda na assimilação de temas diversos, aumentando a capacidade de análise, interpretação e reflexão das crianças”, argumentou a gerente de Educação Infantil da Seme, Ana Paula Holzmeister.

Entre os exemplos de aplicação, estão a análise de textos e ampliação do vocabulário. Com isso, o jovem leitor passa a se familiarizar com os momentos decisivos e personagens que marcaram a história do Brasil e, ainda, recebe informações sobre meio ambiente, mudanças de paisagens e clima.

Literarte

O Cmei Valdívia da Penha Antunes Rodrigues, que fica em Santos Dumont, possui o projeto de leitura “Literarte – Literatura e Arte em Toda Parte” e comemora a chegada da Gibiteca. “O formato favorece a interação e a autonomia entre as crianças, uma vez que elas têm livre acesso à estante”, disse a diretora do Cmei, Patrícia Massaria Loureiro.

Ela completou: “O desafio é garantir às crianças uma aprendizagem significativa, realmente voltada para o desenvolvimento do pensamento crítico e criativo. O objetivo do nosso projeto é fazer com que a leitura seja fonte de descobertas, desperte emoções, estimule a criatividade e incentive a criticidade, com vistas à construção da identidade”.

Gibiteca Turma da Mônica
A série “Saiba mais com a Turma da Mônica” nasceu da intenção de levar educação e cidadania ao ambiente escolar, por meio da leitura descontraída encontrada nas histórias em quadrinhos. A partir dessa proposta, o projeto pretende estimular o aprendizado e o conhecimento dos temas fundamentais, objetivando formação de qualidade e apropriação da informação com o auxílio da linguagem inovadora presente nas histórias em quadrinhos.

Fonte: http://www.folhavitoria.com.br/geral/noticia/2015/03/gibis-estimulam-alunos-de-cmei-a-tomar-gosto-pela-leitura.html

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Quadrinhos brasileiros ganham destaque no Salão do Livro de Paris.

Entre os 48 autores brasileiros convidados para o Salão do Livro de Paris, há vários quadrinistas e roteiristas de HQ, que participam de debates com o público sobre o gênero no Brasil. A França é o segundo maior consumidor de quadrinhos do mundo, depois do Japão, um mercado que vem se abrindo e se interessando pelo Brasil.

 Alguns dos álbuns de HQ do Brasil em destaque no Salão do Livro de Paris.

Os irmãos gêmeos Fabio Moon e Gabriel Bá, com vários livros editados na França, estão lançando Deux Frères, Dois Irmãos, baseado no romance de Milton Hatoum. Eles contam a história dos também gêmeos Omar e Yaqub, que se odeiam, descendentes de libaneses em Manaus. “Uma oposição elevada à nona potência, que não é o nosso caso, mas que funcionou como um desafio”, diz Fábio.

“Foram quatro anos de trabalho – dois para o roteiro e o restante para o desenho”, conta Gabriel. “A fase do desenho é quando o projeto realmente toma forma”, acrescenta. O livro foi feito sem restrição de tamanho, traduzindo a tendência de o mercado aceitar as propostas de histórias mais longas e mais elaboradas. “São essas histórias que vão para as livrarias, que atingem o público leitor de livros”, completa Fábio.

Crônicas desenhadas

“Mes chers samedis” é a tradução de “Sábados dos meus amores”, de Marcello Quintanilha, que escreve e desenha. Crônicas em movimento, “reflexo do que eu vivi, do que me fez como ser humano”, explica o autor, de Niterói, que vive desde 2002 em Barcelona. Sobre seu processo de criação, ele explica que desenho e palavras “chegam junto, porque são elementos de uma mesma engrenagem”.

Já o clima noir de “Copacabana” conta a história nua e crua de uma prostituta na mais famosa praia do planeta. O roteirista, editor e tradutor Lobo revela que a ideia surgiu de uma noite que quase terminou mal. “Eu saí de uma festa bêbado e desci do ônibus no ponto errado; percebi que ia ser assaltado e resolvi pedir ajuda a um travesti, um gigante de salto alto.”

Livre do apuro e amigo do travesti, Lobo foi se interessando pela vida do bairro e percebeu o potencial para uma história em quadrinhos. “E hoje estou em Paris com o álbum; nunca imaginei que chegaria até aqui, é uma honra”.

Por: Patricia Moribe

Fonte: http://www.portugues.rfi.fr/

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Evento: 3ª Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos – USP

Já estão abertas as inscrições para as 3ª Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos, congresso científico que será realizado entre 18 e 21 de agosto deste ano na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.
Logo
O prazo final para envio de resumos é 13 de abril.
As Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos têm como principal proposta servir de ponto focal para as pesquisas sobre histórias em quadrinhos produzidas em diferentes regiões do país e também no exterior. O congresso acadêmico, ao mesmo tempo em que dá visibilidade a tais estudos, contribui para promover um intercâmbio de conhecimento entre os temas abordados e seus respectivos autores. A primeira edição do encontro científico foi realizada entre 23 e 26 de agosto de 2011 na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. A segunda edição ocorreu entre 20 e 23 de agosto de 2013, na mesma universidade.
As inscrições podem ser feitas por meio do site do congresso, que também traz outros detalhes sobre o encontro científico:
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Dica de Leitura: Revolução do Gibi: A Nova cara dos Quadrinhos no Brasil

Resumo

Uma coletânea de publicações do jornalista e autor Paulo Ramos, que tem como objetivo explicar as raízes do atual momento do mercado brasileiro de quadrinhos, descrevendo e analisando toda essa última década de transições do gênero no Brasil.

Livro lançado pelo jornalista, professor e pesquisador Paulo Ramos em  2012, a Revolução do Gibi trata-se de um livro jornalístico que traça um panorama sobre lançamentos, publicações relacionadas as Histórias em Quadrinhos no Brasil na última década.

De uma forma clara e didática Paulo Ramos utiliza muito bem as 500 páginas divididas em 20 capítulos para explorar momentos importantes do mercado nacional das Histórias em Quadrinhos como por exemplo: a entrada dos quadrinhos na lista do PNBE, os Quadrinhos virtuais, o circuito independente, entre outros.

O livro é muito indicado para pesquisadores, professores e leitores de HQs que buscam conhecer como o mercado os quadrinhos se desenvolveram na década passada.

Conheça o Blog dos Quadrinhos de Paulo Ramos.

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Aplicativo para leitura de Quadrinhos Nacionais

Desde o Dia do Quadrinho Nacional, 30 de janeiro, um aplicativo inovador ganhou os smartphones e tablets que utilizam sistema operacional iOS. Trata-se do Comix Trip, uma loja que oferece HQs nacionais digitais para leitura, que, em breve, também irá para Androids.

Segundo um dos criadores do app, o editor, quadrinista e dono da Qualidade em Quadrinhos Editora, Alexandre Timmers Montandon, 47 anos, o objetivo do Comix Trip é divulgar e comercializar as histórias, criando uma alternativa para um dos principais problemas dos quadrinhos nacionais: a distribuição.

Alexandre revela que o embrião dessa ideia surgiu em 2014. “Na época, fizemos nosso primeiro aplicativo, em parceria com a Business Intelligence, para um convênio entre Sebrae e ABNT (esse aplicativo está disponível na Apple Store e Google Play). Uma coleção gratuita de revistas em quadrinhos sobre normas para ser lida em tablets e smartphones. A resposta foi tão positiva que nos motivou a ir além”, explica.

Com o pé direito

Conforme o editor, o lançamento já teve um boa adesão. “Além do Brasil, já tivemos downloads na Alemanha, Portugal e Índia.” Mas, apesar do entusiasmo, o quadrinista é racional. “Claro que ainda é um mercado em formação, e ainda é preciso criar o hábito da leitura digital no País, mas essa é uma tendência natural em todo o mundo, e aqui não será diferente.”

Como vantagens da mídia digital, Alexandre destaca a acessibilidade, a praticidade de ler e levar para onde quiser, a economia e o conforto. “No Brasil, já se estima que existam mais de 5 milhões de tablets no mercado, no mundo já são mais de 100 milhões. Esse público está sempre em busca de novidades e bons conteúdos. Os quadrinhos nacionais evoluíram muito nesses últimos cinco anos, e muitos lançamentos de qualidade aconteceram, principalmente entre os independentes, que nem sempre conseguem fazer sua obra chegar ao grande público. Entendo que aí exista um potencial imenso de formar novos leitores.”

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A equipe por trás do aplicativo trabalha atualmente no Conselho Editorial, formado por autores e jornalistas, que irão ajudar a dar uma cara ao aplicativo, selecionando produtos que mantenham um padrão de qualidade para os leitores. “Esse mesmo Conselho nos ajuda, indicando as novidades nesse mercado. E também estaremos nos principais eventos de quadrinhos esse ano, acompanhando a evolução dos autores. Nosso objetivo é apresentar histórias que atinjam os mais diversos públicos, oferecendo uma grande variedade de assuntos e temas”, garantiu Alexandre.

Sobre o quadrinista independente, o empresário afirma que este é sempre bem-vindo. Quem quiser pode entrar em contato e enviar uma amostra do trabalho pelo hq@comixtrip.com.br e enviar uma amostra do seu trabalho. O material será avalidado pelo Conselho Editorial.

“A partir daí, participar é muito simples e fácil, é como colocar sua obra em uma livraria, mas, ao invés de deixar os livros impressos, ele deixará conosco o arquivo digital. Não existe exclusividade nem tempo de permanência. Pense no Comix Trip como uma livraria, simples assim.”

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O idealizador do projeto afirma que eles já estão em contato com algumas editoras para aumentar o acervo da “livraria”. Ele destaca que quanto mais obras puderem oferecer, maior será o público leitor.

“O Comix Trip é uma iniciativa pioneira no Brasil, que está começando agora com todo o entusiasmo e adrenalina a mil. Ao longo do ano, iremos trabalhar forte para promover melhorias constantes no app. Para isso, os feedbacks dos leitores serão sempre bem-vindos. Nossa meta é oferecer quadrinhos nacionais em formato digital a preços acessíveis ao grande público, formando uma nova geração de leitores dessa arte no Brasil”, concluiu.

No momento do lançamento, estavam disponíveis 48 obras. A meta é que se chegue a 100 até abril, sempre mantendo um padrão de qualidade nos produtos ofertados. Segundo o empresário, o Comix Trip é uma livraria digital preocupada em fazer o público conhecer toda a beleza e produção do melhor dos quadrinhos nacionais.

Entre os autores disponíveis estão: André Diniz (Morro da Favela, Duas Luas), Flavio Luiz (Aú, o Capoeirista, O Cabra), Aloisio Castro (Carcará), Carlos Ruas (Um Sábado Qualquer), Gilmar (Caroço no Angú, De Quatro, Mistifório), Will e Daniel Esteves (O Louco, A Caixa e O Homem), Felipe Cagno (3, 2, 1 Fast Comics, Lost Kids), André Caliman (Revolta, Um Rock Para Caçador), Gabriel Jardim (Café), Bira Dantas (Bira Zine), Brão Barbosa (Feliz Aniversário, Minha Amada), Rico (Aí o Pau Quebra!), Marília Bruno (Cara, Eu Sou Legal), Lucas Lima (Nicolau), Eric Peleias (Eu, Super), Gian Danton e Ricardo Manhaes (Turma da Tribo), Amorim (Rua Paraíso), Omar Viñole (Coelho Nero), Thiago Spyked (Editora Crás), Paulo Santos e André Farias (Draconian), Giorgio Cappelli (Rastreadores da Taça Perdida), entre tantos outros…

Por: Francisco Costa

Fonte: http://www.dm.com.br/revista/2015/02/na-era-digital.html

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