Coletânea dos primeiros quadrinhos brasileiros está disponível na livraria do Senado

Segundo o site do Senado Federal será disponibilizado para venda a coletânea de Quadrinhos “As Aventuras do Nhô-Quim” criadas por Ângelo Agostini.

Organizado pelo especialista em quadrinhos Athos Eichler Cardoso, a obra faz parte de um trabalho de restauração digital da Secretaria Especial de Editoração e Publicações do Senado.

A coletânea dos primeiros quadrinhos brasileiros de Ângelo Agostini está disponível por 30 reais no site da livraria do Senado.

 

Pesquisa concluída: A utilização da arte sequencial e suas múltiplas linguagens pelos professores: uma ferramenta de ensino da língua portuguesa nas séries iniciais

“com imensa alegria recebo a divulgação de meu trabalho pelo Observatório de Histórias em Quadrinhos da USPMuito obrigado a todos que ajudaram de uma forma ou de outra para que esta pesquisa fosse realizada” – Marcio Garcia.

 A pesquisa foi desenvolvida como Trabalho de Conclusão do Curso de Pedagogia da Escola de Educação e Humanidades da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, por Marcio Roberto da Silva Garcia, sob orientação da Profa. Fabiane Lopes de Oliveira.
O trabalho buscou promover a formação de professores no que tange à Arte Sequencial/Histórias em Quadrinhos e seu uso em sala de aula nas séries iniciais do ensino fundamental, bem como propor estratégias de uso das múltiplas linguagens encontradas na Arte Sequencial/Histórias em Quadrinhos. Em sua problematização, apresenta o seguinte questionamento: as linguagens e as estratégias utilizadas pelos professores para diversificar o ensino da Língua Portuguesa nas séries iniciais, como a Arte Sequencial/Histórias em Quadrinhos são utilizadas em sala de aula?
Como objetivos gerais e específicos, buscou identificar os aspectos da linguagem da Arte Sequencial/Histórias em Quadrinhos que estão sendo utilizados nas disciplinas de Língua Portuguesa nas séries iniciais do ensino fundamental pelos professores. Para este propósito, a abordagem metodológica foi  a abordagem qualitativa e como instrumentos foram utilizados a pesquisa bibliográfica, a observação participativa e o estudo de caso sobre o uso da Arte Sequencial e suas múltiplas linguagens no ensino da Língua Portuguesa.
O trabalho contou com o aporte teórico sobre a linguagem das Histórias em Quadrinhos , buscando seus benefícios para o processo de ensino-aprendizagem. O estudo desenvolvido no trabalho contou com a fundamentação teórica dos seguintes autores: Eisner (2012/2013); Freire (2006/2012); Morin (2012/2013/2014); Ramos (2012a/2012) Vergueiro e Rama (2012). Por meio da pesquisa, foi possível observar que as Histórias em Quadrinhos são uma estratégia envolvente para obter bons resultados no Ensino da Língua Portugesa, visto como um recurso pedagógico, esta ferramenta pode contribuir para aquisição de novos conhecimentos e de incentivo a leitura.
Interessados em conhecer o texto completo podem entrar em contato diretamente com o autor.
Prof. Dr. Waldomiro Vergueiro

José Aguiar lança webcomic sobre a infância no Brasil

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O quadrinhista José Aguiar estreará um novo projeto que contará a jornada pelas diferentes formas de ser criança através de cinco séculos de História do Brasil.
Trata-se de uma webcomic chamada A infância do Brasil, em que o autor lança seu olhar sobre o passado, para refletir sobre nosso presente. Por meio de uma história em quadrinhos, dividida em seis capítulos, ele leva o leitor a uma viagem pela História do Brasil para descobrir o passado da fase de maior importância na vida de todos: a infância.
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Aqui, ela é retratada por intermédio de momentos pontuais na vida de crianças brasileiras durante os mais de 500 anos, desde o início da colonização do País até os dias atuais. Propõe uma viagem reflexiva sobre a história de um país ainda em processo de amadurecimento, sob a perspectiva humana.
A história poderá ser lida em uma versão comentada. O site apresentará ainda material extra, como textos sobre o contexto histórico que cada capítulo aborda, além de estudos e depoimentos do autor sobre seu processo de criação.
“O formato digital oferece formas de interatividade que seriam difíceis de agregar à história em outro suporte. Por meio deles, posso partilhar mais informação do que aquela visível na primeira leitura da obra. O leitor pode ter acesso às pesquisas, fontes bibliográficas, enfim, ao mundo em que mergulhei para criar essa grande saga sobre a infância”, explica Aguiar.

Paul Gravett: “Não é mais possível ignorar os quadrinhos no ambiente acadêmico”

Entrevista de Paul Gravett para o site Vitralizado, antes de sua vinda ao Brasil para a 3as Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos da USP realizada no mês passado (agosto) de 2015.Gravett4

Autor de livros como  Manga: 60 Years of Japanese Comics (2004) e 1001 Comics You Must Read Before You Die (2011), além de editar Violent Cases de Neil Gaiman e Dave McKean.

Leia a entrevista na íntegra do site vitralizado

Vale a pena ler também o artigo ” Learning to read from comics: comics as gateway to literacy” onde Paul Gravett faz um panorama dos estudos realizados sobre os uso das Histórias em Quadrinhos para a alfabetização, entrevistando professores da cidade de Londres.

Livro: Quadrinhos & Educação Vol. 2

Foi publicado essa semana o livro QUADRINHOS & EDUCAÇÃO – VOLUME 2, a obra organizada pelos professores doutores Amaro Braga(UFAL) e Thiago Modenesi(FG-LAUREATE) e aborda nessa oportunidade as experiências com procedimentos didáticos envolvendo HQs.
Ambos os organizadores já possuem um conjunto de publicações e pesquisas na área e são membros da diretoria da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial – ASPAS.
O primeiro volume da coletânea foi lançado durante o II ENTRE ASPAS em Leopoldina, Minas Gerais, no mês de maio deste ano. A obra discutia relatos de experiências e análise de publicações envolvendo HQs e educação.
O novo volume foi lançado durante as 3as Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos na Universidade de São Paulo de 18 a 21 de agosto desse ano também. A iniciativa é publicada pela Faculdade dos Guararapes, parte integrante da rede internacional Laureate, e já aponta para a publicação de ao menos mais 2 volumes, o terceiro já está bastante adiantado e deve ser lançado no começo de 2016.
Marca o atual volume a presença de autores de várias universidades brasileiras, além de artigos de pesquisadores uruguaios e peruanos, cabe destacar ainda a capa, esta foi produzida a partir de ilustração do artista brasileiro Luciano Félix que já publicou na versão brasileira da revista MAD.


O livro QUADRINHOS & EDUCAÇÃO (PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS) – VOLUME 2, possui 188 páginas, é formado por 12 artigos e pode ser adquirido por e-mail com os autores no endereço eletrônico thiagomodenesi@hotmail.com

Ariano Suassuna em Histórias em Quadrinhos

A obra “Ariano Suassuna em Quadrinhos”, escrita por Bruno Gaudêncio e ilustrada por Megaron Xavier, conta os principais episódios da vida do escritor paraibano, e traz ainda mais uma aventura do mascote da Energisa, Zé da Luz, apresentando aos amigos o projeto Nossa Energia que realiza a troca de geladeiras velhas por novas e lâmpadas incandescentes por compactas e de LED.Livro que conta a história de Ariano Suassuna em Quadrinhos é voltado para público infanto-juvenil (Foto: Reprodução)

A sessão de lançamento será comandada pela Trupe Alecrim e terá como mestres de cerimônia os personagens Chicó e João Grilo, do Auto da Compadecida. No lançamento ainda acontecerão uma roda de contação de história e brincadeiras com as crianças.

Este é o quinto volume da coleção Primeira Leitura, um projeto do Balcão de Livros Energisa, em parceria com a Editora Patmos. A coleção Primeira Leitura é uma iniciativa da editora paraibana Patmos, com o apoio do Balcão de Livros Energisa, voltada ao público que está se iniciando no caminho do saber, com informações sobre a vida e obra de paraibanos que construíram ou constroem o universo da nossa terra e da nossa gente.

O volume inicial, lançado em novembro/14, é dedicado ao poeta sapeense Augusto dos Anjos, apontado como o paraibano do século XX. Foram retratados também José Lins do Rego, Pedro Américo e Epitácio Pessoa. Os próximos títulos a serem publicados serão sobre João Pessoa e José Américo de Almeida, respectivamente. Toda a coleção vai estar disponível nos 224 pontos do Balcão de Livros Energisa, projeto de incentivo a leitura mantido pela Energisa desde 2012.

Fonte: Adaptad0 (G1)

Livros infantis baseados nas histórias clássicas da Turma da Mônica.

Companhia das Letras, publicará uma coleção de livros ilustrados, baseados nas Histórias em Quadrinhos da Turma da Mônica.
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Nesta coleção serão  publicados as histórias clássicas, escritas e desenhadas por  Mauricio de Sousa, adaptadas para a literatura infantil e desenhadas por outros artistas brasileiros.
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A primeira história anunciada será  “Mônica é daltônica?”(originalmente publicada em maio de 1970 na edição nº1 pela Editora Abril), que terá as ilustrações de  Odilon Moraes.

O lançamento está previsto para Agosto deste ano.

Faz sentido levar Charlie Brown a sério?

Ensaio escrito pelo escritor Umberto Eco publicado originalmente no jornal The New York Times, traduzido por Rogério W. Galindo para o Jornal Gazeta do Povo.

Cinquenta anos atrás escrevi um livro em que, entre outras coisas, analisava tirinhas como “Peanuts”, “Krazy Kat” e até “Superman”. Um crítico do livro – intitulado “Apocalípticos e Integrados” – reclamou que usei técnicas literárias de alta cultura para analisar fenômenos de baixa cultura. Essas técnicas eram mais adequadas para assuntos mais importantes, ele escreveu, de nariz empinado.

O crítico expressou o temor de que Platão e Elvis Presley logo fossem vistos como dignos de igual consideração. E então ele fez uma previsão: “Não sei se existe algum risco de isso acontecer”, ele escreveu. “Mas, se acontecesse, em poucos anos a maior parte dos intelectuais italianos vai estar produzindo filmes, canções e tirinhas (…) enquanto jovens professores universitários vão estar analisando o fenômeno da cultura de massa”.

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Que oráculo ele foi. Já na época em que ele escrevia, no início dos anos 1960, Italo Calvino e Franco Fortini estavam escrevendo canções, e Pier Paolo Pasolini e Alain Robbe-Grillet estavam fazendo filmes. Nos anos 70, certas universidades na Itália estavam oferecendo cursos sobre comunicação de massa.

Mas talvez nem esse crítico pudesse jamais imaginar que neste março as pessoas estariam celebrando o 50.° aniversário do nascimento da “Linus”, a gloriosa revista italiana dedicada principalmente a histórias em quadrinhos, na universidade estadual de Milão.

Cofundada e editada durante muitos anos por Giovanni Gandini, a “Linus” veio à luz pela primeira vez na histórica livraria Milano Libri. A revista publicava tirinhas norte-americanas, entre elas “Peanuts”, “Pogo”, “Ferdinando” e “Dick Tracy”, ao lado de textos que falavam sobre o espírito de 1968 e outras questões. Mais tarde, a “Linus” publicou histórias em quadrinhos de artistas italianos como Guido Crepax e Hugo Pratt.

Ampliando o legado da Linus, a Rizzoli-Lizard recentemente publicou “Linus: A História de uma Revolução Nascida da Graça”, de Paolo Interdonato, que reconstitui a história da revista e do ambiente milanês, ao mesmo tempo em que rastreia a influência da “Linus” em pelo menos uma geração de fãs de revistas em quadrinhos.

Mas vamos recuar por um momento. Como foi que Gandini e seus amigos vieram a gostar das histórias em quadrinhos norte-americanas no início dos anos 60, apesar de ninguém na Itália publicá-las na época? Na banca de jornais Algani, na Piazza dela Scala, em Milão, eu me lembro de ver revistas em quadrinhos americanas, mas normalmente eram histórias como “Superman” e “O Pato Donald”, da Disney. Claro, Giandini podia ter ido aos EUA e encontrado as revistas na fonte. Ou talvez as tivesse encontrado nas mãos dos primeiros libertadores americanos – que foi exatamente o que aconteceu comigo.

Mas mesmo antes de a guerra acabar, uma pequena revista apareceu em Roma em 1945 com o nome de “Robinson”. Ela publicava “Dick Tracy”, “Ferdinando”, “Terry e os Piratas”, de Milton Caniff, e “Agente Secreto X-9”, entre outras. A revista não durou muito e seu tema era novo demais para agradar crianças ou adultos (embora os adultos nessa época não lessem quadrinhos de qualquer maneira).

Mesmo assim, é totalmente possível que tenha sido nas páginas que Gandini, aos 16 anos, tenha descoberto essas histórias em quadrinhos proibidas pela primeira vez, assim como eu descobri aos 13. Mas nunca saberemos. Gandini morreu, e hoje em dia é muito difícil achar exemplares da “Robinson” (agora muito caros) em livrarias.

Aquele crítico esnobe não tinha como prever que um dia não só estaríamos estudando a linguagem e a história cultural dos quadrinhos mas também fazendo sua arqueologia e colecionando as revistas.

Meio século mais tarde, fazia sentido levar Charlie Brown a sério? Certamente eu achava que sim. Encontrei Charles M. Schulz, o criador de Charlie Brown, apenas uma vez – em um bar em Paris pouco antes de ele morrer em 2000. Ele me agradeceu por um prefácio que eu tinha escrito para seu primeiro livro de “Peanuts” publicado em italiano, que a revista “The New York Review of Books” republicou 20 anos depois.

O que Schulz me perguntou quase imediatamente? Ele queria saber o que eu pensava sobre Jesus Cristo. Não me lembro da minha resposta – provavelmente porque ela não era especialmente digna de nota – mas naquele momento me convenci de que Schulz não só desenhava adoráveis personagens de quadrinhos. Ele era também um poeta com questionamentos filosóficos.

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Fonte: Gazeta do Povo.

Resenha: CENA CON AMIGOS

PERSPECTIVA TEÓRICA DA OBRA

Rodolfo Santullo, Mexico D.F., 1979, é jornalista, escritor, roteirista e editor de Histórias em Quadrinhos do Grupo Belerofonte, desde 1999. Santullo já ganhou vários prêmios por seus trabalhos, como o do (Fundos Concursais para a Cultura), ofertado pelo Ministério da Educação e Cultura do Uruguai. Já Marcos Vergara, San Nicolás, Argentina, 1973, é desenhista formado pela Escuela Superior de Diseño Gráfico e Bibliotecário graduado pelo Instituto Fray Luis Beltrán. Desde 2008 faz parte do grupo de “Historietistas Latinoamericanos – Historietas Reales”.

Em se tratando da obra gráfica “Cena con Amigos” Santullo (roteirista) e Vergara (desenhista) receberam o prêmio de “Melhor Roteirista” no evento “Solano López” outorgado pela Feira do Livro de Buenos Aires, 2010. Rodolfo e Marcos se apoiaram nos relacionamentos e experiências vividas no cotidiano, para compor esta narrativa gráfica.

BREVE SÍNTESE DA OBRA

A presente resenha tratará da narrativa gráfica “Cena con Amigos”, dos autores Rodrigo Santullo e Marcos Vergara.

A obra é a primeira versão de HQs do Uruguai apresentada em Webcómic e posteriormente impressa. Nesta narrativa, Santullo e Vergara iniciam o diálogo retratando o cotidiano de um grupo de amigos composto por Cristian, Marcela, Bernardo, Silvia, Jorge, Cinthia e Germán, que partilham diversas situações que permeiam os mais diferentes grupos e esferas sociais.

Em meio a traições, morte, violações, festas, piadas, jantares, companheirismo e questionamento de caráteres, Santullo e Vergara nos embarcam na viagem deste grupo, rumo a muitas descobertas e mistérios.

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Figura 1 – Foto capa da História em Quadrinhos Cena Con Amigos. Fonte: Historietasreales – https://historietasreales.wordpress.com/category/cena-con-amigos/ (2015).

A PROVOCAÇÃO FILOSÓFICA POR TRÁS DO ENREDO

Além de o tema envolver uma intriga policial, a obra apresenta uma identidade critico-reflexiva, no que tange ao comportamento social, uma vez que aborda os traços mais sórdidos da personalidade humana. Desde o início, o caráter duvidoso de Bernardo, fica exposto ao leitor, entretanto, através dos diálogos, observa-se que nenhum dos integrantes da turma tem seu caráter ilibado ou, ao menos, um histórico limpo. Nota-se, portanto, a tentativa do autor em despir toda a sociedade, no

concernente ao “politicamente correto”. O teor da obra nos remete a Nelson Rodrigues, quando afirma: “Tarado é toda pessoa normal pega em flagrante”, ou seja, não há ser humano livre de desvios de caráter.

O autor deixa claro que existe um período etário de amadurecimento, no qual todo ser humano deve optar por se adequar às regras impostas pela sociedade, ou manter-se livre delas, sendo que, qualquer das opções resultará em uma potencialização do comportamento escolhido.

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Figura 2 – Foto Primeira Festa na nova casa de Bernardo – p.4 Cena Con Amigos. Fonte: Historietasreales – https://cenaconamigos.wordpress.com/ (2015)

Há uma dicotomia entre as perspectivas para a mesma situação: De um lado, considerando os valores morais, pode-se encarar Bernardo como uma pessoa de má índole, porém, partindo de uma perspectiva diferente, este personagem é o único que assume sua natureza humana.

O direcionamento à reflexão mais interessante desta HQ, é a afirmação implícita de que toda falsidade e ironia são recursos utilizados para a manutenção de um grupo social, que necessita da aceitação mútua de seus integrantes.

Fica bastante clara, a potência desta *** para transmitir uma quantidade significativa de informações. Um livro puramente descritivo necessitaria de muitas páginas caso quisesse transmitir todo o conteúdo desta historieta. As imagens, aliadas aos diálogos escritos, conseguem condensar um notável volume de informações, facilitando e agilizando o entendimento da mensagem do autor.

A presente resenha não objetiva trazer à tona, a discussão sobre a terceirização do imaginário do leitor. A proposta da ilustração, neste caso, é justamente promover a clareza, para o entendimento adequado e, nota-se nitidamente, que este propósito é alcançado.

Quanto à linguagem utilizada nesta obra, os autores optaram pelo nível informal, já que tratam de temas do cotidiano de um grupo jovem.

No que tange a ilustração dos cenários e os traços dos personagens, estes são nítidos e caracterizam com realismo, cada integrante e local, bem como complementam a entonação e emoção sentida por cada individuo da narrativa.

As pinceladas em preto e branco, também contribuem para a sintonia entre os espaços da narrativa e as experiências partilhadas.

 CONHECENDO O ENREDO

Tudo começa quando os colegas se reúnem na nova casa de Bernardo, para dar as boas vindas ao rapaz. À mesa, Cristian conta uma história de humor negro e todos dão muitas gargalhadas.

Logo após colocarem o papo me dia, Bernardo, o mais destemido e atrevido do grupo, comete mais um de seus gracejos desagradáveis, propiciando desconforto e desavenças entre os colegas, que não tardam em ir embora.

No dia seguinte, descobre-se que Bernardo está morto, e que este não estava sozinho no momento em que faleceu, por haver duas taças de vinho ao seu lado.

Com o passar do tempo, descobrimos que todos de certa forma, ocultam alguma informação para manterem-se bem diante do grupo, e que a relação entre eles, se dá por meio de ponderação e aparência, a fim de manter o grupo conectado.

Para esquecer todos esses desgostos e reforçar os laços, os amigos resolvem fazer uma viagem ao Glacial, a Perito Moreno, local que Bernardo tinha planejado levá-los.

Na viagem os conflitos começam a surgir e as máscaras caem. Questões como indiferenças, sexo, caráter, fidelidade, amizade e mentiras, são colocadas em cheque, para testar os limites do ser humano, frente aos laços básicos que unem os seres humanos. Por fim, Rodolfo e Marcos, parecem usar o personagem principal da história, Bernardo, um cara solitário, frio e destemido, que sem pudor, comete os mais grosseiros e vulgares atos, como uma armadilha para criar no leitor a curiosidade sobre os limites e disposição para mantermos um relacionamento “sadio”, ante a sociedade.

Ana Paula Rodrigues Ferro: Mestranda em Comunicação e Inovação – Universidade Municipal de São Caetano do Sul, Graduada em Letras Língua Portuguesa e Espanhola, Especialista em Língua Portuguesa e Literatura Faculdade campos Elíseos, Especialista em Ensino de Espanhol para Brasileiro – PUC. Professora do Ensino fundamental e Médio do Colégio Cristo Rei e na Pós Graduação da Faculdade de Conchas – FACON. paula_verani@hotmail.com

EnQuadrinhos – Encontro de Quadrinhos de Brasília.

Já estão abertas as inscrições, nas modalidades pesquisador com apresentação de pôster e ouvinte, para o 1º EnQuadrinhos – Encontro de Quadrinhos de Brasília!
I EnQuadrinhos - Chamada de Trabalhos
Você, pesquisador ou artista vinculado a uma instituição universitária, tem até o dia 13 de julho de 2015 para enviar seu resumo de pôster para ser apresentado em comunicação no evento, dividido em quatro grandes eixos temáticos – Quadrinhos e Indústria, Quadrinhos e Arte, Quadrinhos e Ciência e Quadrinhos e Cultura. Além disso, os interessados em participar como ouvintes também já podem se inscrever.

O 1º EnQuadrinhos acontece na capital federal de 16 a 18 de setembro de 2015. Serão três dias de apresentação de pôsteres, palestras, oficinas, exposições, lançamento de livros e feira de HQs e fanzines. Entre os palestrantes confirmados, estão artistas e pesquisadores comoRafael Coutinho, Paulo Ramos, Henrique Magalhães e Edgar Franco.

Idealizado pelo GIBI – Grupo de Pesquisa em Histórias em Quadrinhos, vinculado ao Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília, o EnQuadrinhos procura responder à intensa produção e exploração de novos caminhos para as HQ´s no Brasil. Participe!

Informações a respeito de inscrição, eixos temáticos e normas para formatação do pôster podem ser encontradas no site oficial www.enquadrinhos.net.br, pelo e-mailorganizacao@enquadrinhos.net ou pela página no facebook www.facebook.com/enquadrinhos

Histórias em Quadrinhos com caráter pedagógico

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