Aplicativo para leitura de Quadrinhos Nacionais

Desde o Dia do Quadrinho Nacional, 30 de janeiro, um aplicativo inovador ganhou os smartphones e tablets que utilizam sistema operacional iOS. Trata-se do Comix Trip, uma loja que oferece HQs nacionais digitais para leitura, que, em breve, também irá para Androids.

Segundo um dos criadores do app, o editor, quadrinista e dono da Qualidade em Quadrinhos Editora, Alexandre Timmers Montandon, 47 anos, o objetivo do Comix Trip é divulgar e comercializar as histórias, criando uma alternativa para um dos principais problemas dos quadrinhos nacionais: a distribuição.

Alexandre revela que o embrião dessa ideia surgiu em 2014. “Na época, fizemos nosso primeiro aplicativo, em parceria com a Business Intelligence, para um convênio entre Sebrae e ABNT (esse aplicativo está disponível na Apple Store e Google Play). Uma coleção gratuita de revistas em quadrinhos sobre normas para ser lida em tablets e smartphones. A resposta foi tão positiva que nos motivou a ir além”, explica.

Com o pé direito

Conforme o editor, o lançamento já teve um boa adesão. “Além do Brasil, já tivemos downloads na Alemanha, Portugal e Índia.” Mas, apesar do entusiasmo, o quadrinista é racional. “Claro que ainda é um mercado em formação, e ainda é preciso criar o hábito da leitura digital no País, mas essa é uma tendência natural em todo o mundo, e aqui não será diferente.”

Como vantagens da mídia digital, Alexandre destaca a acessibilidade, a praticidade de ler e levar para onde quiser, a economia e o conforto. “No Brasil, já se estima que existam mais de 5 milhões de tablets no mercado, no mundo já são mais de 100 milhões. Esse público está sempre em busca de novidades e bons conteúdos. Os quadrinhos nacionais evoluíram muito nesses últimos cinco anos, e muitos lançamentos de qualidade aconteceram, principalmente entre os independentes, que nem sempre conseguem fazer sua obra chegar ao grande público. Entendo que aí exista um potencial imenso de formar novos leitores.”

quadrinhos 1

A equipe por trás do aplicativo trabalha atualmente no Conselho Editorial, formado por autores e jornalistas, que irão ajudar a dar uma cara ao aplicativo, selecionando produtos que mantenham um padrão de qualidade para os leitores. “Esse mesmo Conselho nos ajuda, indicando as novidades nesse mercado. E também estaremos nos principais eventos de quadrinhos esse ano, acompanhando a evolução dos autores. Nosso objetivo é apresentar histórias que atinjam os mais diversos públicos, oferecendo uma grande variedade de assuntos e temas”, garantiu Alexandre.

Sobre o quadrinista independente, o empresário afirma que este é sempre bem-vindo. Quem quiser pode entrar em contato e enviar uma amostra do trabalho pelo hq@comixtrip.com.br e enviar uma amostra do seu trabalho. O material será avalidado pelo Conselho Editorial.

“A partir daí, participar é muito simples e fácil, é como colocar sua obra em uma livraria, mas, ao invés de deixar os livros impressos, ele deixará conosco o arquivo digital. Não existe exclusividade nem tempo de permanência. Pense no Comix Trip como uma livraria, simples assim.”

artistas-nacionais

O idealizador do projeto afirma que eles já estão em contato com algumas editoras para aumentar o acervo da “livraria”. Ele destaca que quanto mais obras puderem oferecer, maior será o público leitor.

“O Comix Trip é uma iniciativa pioneira no Brasil, que está começando agora com todo o entusiasmo e adrenalina a mil. Ao longo do ano, iremos trabalhar forte para promover melhorias constantes no app. Para isso, os feedbacks dos leitores serão sempre bem-vindos. Nossa meta é oferecer quadrinhos nacionais em formato digital a preços acessíveis ao grande público, formando uma nova geração de leitores dessa arte no Brasil”, concluiu.

No momento do lançamento, estavam disponíveis 48 obras. A meta é que se chegue a 100 até abril, sempre mantendo um padrão de qualidade nos produtos ofertados. Segundo o empresário, o Comix Trip é uma livraria digital preocupada em fazer o público conhecer toda a beleza e produção do melhor dos quadrinhos nacionais.

Entre os autores disponíveis estão: André Diniz (Morro da Favela, Duas Luas), Flavio Luiz (Aú, o Capoeirista, O Cabra), Aloisio Castro (Carcará), Carlos Ruas (Um Sábado Qualquer), Gilmar (Caroço no Angú, De Quatro, Mistifório), Will e Daniel Esteves (O Louco, A Caixa e O Homem), Felipe Cagno (3, 2, 1 Fast Comics, Lost Kids), André Caliman (Revolta, Um Rock Para Caçador), Gabriel Jardim (Café), Bira Dantas (Bira Zine), Brão Barbosa (Feliz Aniversário, Minha Amada), Rico (Aí o Pau Quebra!), Marília Bruno (Cara, Eu Sou Legal), Lucas Lima (Nicolau), Eric Peleias (Eu, Super), Gian Danton e Ricardo Manhaes (Turma da Tribo), Amorim (Rua Paraíso), Omar Viñole (Coelho Nero), Thiago Spyked (Editora Crás), Paulo Santos e André Farias (Draconian), Giorgio Cappelli (Rastreadores da Taça Perdida), entre tantos outros…

Por: Francisco Costa

Fonte: http://www.dm.com.br/revista/2015/02/na-era-digital.html

Publicado em Histórias em Quadrinhos, Noticia | Marcado com , , | Deixe um comentário

As Histórias em Quadrinhos como incentivo a leitura.

Buscar novas formas de incentivar a leitura no âmbito escolar está cada vez mais difícil por parte de professores, principalmente com as novas formas de informação que chamam a atenção cada vez mais cedo das crianças.

As novas gerações que “já nascem com um tablet na mão” cada vez mais tem menos interesse pela leitura, e principalmente menos paciência. Conseguir que um aluno tenha cinco minutos de atenção na leitura de um livro é quase impossível, e esta falta de interesse na leitura reflete diretamente no aprendizado.

Alunos que não sabem interpretar textos, compreender problemas matemáticos, não tem repertório histórico e que não sabem escrever. Todos problemas influenciados pela falta de hábito de leitura.

Uma possibilidade para a melhoria nesse déficit de leitura seria pela inserção das Histórias em Quadrinhos nas séries iniciais. Por ser um meio de comunicação de massa, o acesso pode acontecer tanto dentro quanto fora da sala de aula, em bancas de jornal e livrarias existem espaços dedicados a essa linguagem e o preço na maioria das vezes é acessível.

Hoje com algumas políticas educacionais, a leitura das Histórias em Quadrinhos já é recomendada nas escolas, como por exemplo, os Cadernos de Alfabetização da Prefeitura de Curitiba que recomenda o uso dos gibis pelos professores para o incentivo da leitura; assim como os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) para o ensino da Língua Portuguesa que recomendam atividade com Histórias em Quadrinhos e tiras de jornais para a ampliação do repertório dos alunos.

Mas, mesmo com as políticas de ensino recomendando o uso de histórias em quadrinhos para o incentivo à leitura objetivando ampliação do repertório dos alunos, percebemos que professores e instituições de ensino ainda encontram problemas com a utilização dessa linguagem.

Um desses fatores é exatamente o fato de que os educadores não entendem as Histórias em Quadrinhos como uma linguagem, muitas vezes confundidas com uma forma de literatura, as HQs são consideradas uma linguagem por utilizarem de imagens em sequência para transmitir uma informação, o traço do artista dá o tom da história, assim como as cores, os tamanhos dos quadros e os tipos de balões e até as fontes utilizadas nos textos tem uma informação própria antes mesmo do texto em si. Além de ser uma linguagem autônoma os quadrinhos também são considerados uma forma de Arte, a Arte Sequencial (definição de Will Eisner autor de Quadrinhos e a Arte Sequencial – Martins Fontes.) ou a 9º arte (assim como a pintura, a dança, a literatura, a escultura), um fato totalmente desconsiderado pelos educadores quando utilizam os quadrinhos em sala de aula. Posto isto, quadrinhos são quadrinhos e ponto final.

Atualmente coleções como Graphic Novels, e Adaptações Literárias em quadrinhos que são indicadas nos PNBE (Plano Nacional da Biblioteca na Escola) e mesmo assim não encontramos educadores utilizando essa linguagem.

O que podemos nos perguntar é, como uma linguagem que desperta o interesse dos alunos há décadas ainda não é explorada em sua totalidade nas escolas?

Falta de políticas de incentivo não é, pois nas últimas décadas tivemos PCN, LDB, PNBE citando o uso de quadrinhos e outras linguagens em sala de aula; interesse dos alunos também não, pois mesmo com a tecnologia, ainda encontramos alunos lendo os gibis da Turma da Mônica ou mangás quase que diariamente fora de sala de aula. Seria a falta de divulgação dos quadrinhos? Também não, quase que bimestralmente temos adaptações nos cinemas de Histórias em Quadrinhos com sucesso de bilheteria. Então sobraram as escolas e os professores: qual seria o interesse desses educadores em buscar novos métodos para que a aprendizagem se torne mais significativa para os alunos?

Por fim, para mudarmos esse panorama da falta de interesse dos alunos à leitura, devemos buscar novas (ou não tão novas assim) estratégias. As Histórias em Quadrinhos poderiam ser uma ferramenta a ser explorado, repensar nossos planejamentos e respeitar o que os educandos já conhecem deve ser outro ponto a ser pensado.

Talvez a solução da maioria dos problemas educacionais que enfrentamos hoje, esteja na banca mais próxima.

Publicado em Artigo, Educação, Histórias em Quadrinhos | Marcado com , , | Deixe um comentário

Dica de Leitura: Bocas Malditas – Curitiba e suas Histórias de Gelar o Sangue.

Existe uma forma melhor de conhecer uma cidade do que conhecendo sua história?

zb

Mas não estou falando aqui das histórias oficiais documentadas nos livros, mas sim aquelas que ouvimos desde de crianças, que nossos pais e avós nos contavam, ou até mesmo as que nosso irmão mais velho contava para nos assustar.

As Histórias, assim como as pessoas, atribuem caraterísticas de um bairro ou uma comunidade. Quem nunca ouviu uma história de aconteceu naquela localidade “há muito tempo atrás”.

É disso que se trata o álbum Bocas Malditas: Curitiba e suas Histórias de Gelar o Sangue do Dogzilla Studio.

2

O álbum teve como base o projeto ” Notas e lendas Urbanas” de Fúlvio Pacheco foi lançado em 2014 e traz 26 histórias divida entre 30 artistas, além dos editores Antônio Eder, Walkir Fernandez e Carol Sakura, que colocam sua personalidade nos traços e roteiros das histórias, as deixando mais interessantes e menos cansativa a leitura (estamos falando de 180 páginas), em histórias como ” A loira Fantasma”, “A vaca Cherrie”, “A grávida da praça da Ucrânia” , “Tindiquera” e a “Noiva de Preto”.

z

Ler Bocas Malditas é como um passeio pela cidade, pois cada ponto turístico, bairro, ou monumento tem uma história para contar, mas na maioria das vezes estamos muito ocupados com outras coisas e não prestamos muita atenção.

Publicado em Dica de Leitura, Histórias em Quadrinhos | Marcado com , , | Deixe um comentário

Dica de Leitura: X-men – Deus ama, o homem mata.

História lançada 1982  nos Estados Unidos com roteiro de Chris Claremont, arte de Brent Anderson e cores de Steve Oliff teve sua primeira publicação no Brasil na série Graphic Novel da editora Abril como o nome “O conflito de uma raça”, recentemente recebeu uma nova republicação pela Panini agora com o título original “Deus ama, o homem mata”.

XmenDeusAma

A trama começa quando uma grupo de extermínio intitulado os Purificadores, assassinam duas crianças mutantes no pátio de uma escola, esta ação dá o tom de toda a história, quando os X-men entram na mira do fanático religioso William Stryker e sua cruzada.

A história tem seu mérito por apresentar diferentes formas de conflitos  entre os personagens que compõe a história, temos a Kitty Pryde (Ariel), uma judia e Noturno que é um católico convicto,  Professor Xavier e Magneto que possuem opiniões diferentes sobre o  os Mutantes, e o debate entre a Ciência e a Fé quando Stryker considerar os mutantes  e uma afronta contra Deus e Sua Criação e não um passo da evolução como acreditam Xavier e Magneto.

A HQ tem como tema central a intolerância, colocando questionamentos de como seria possível grupos com opiniões diferentes coexistirem em uma sociedade plural.

2

Os X-men desde sua gênese representam as minorias e multiculturalidade e a HQ coloca em questão, como realmente eles são vistos pela sociedade, ou por uma sociedade manipulada por uma crença. Atualmente essa HQ teve uma grande relevância devido aos últimos atos de intolerância que presenciamos, como Chris Claremont coloca na texto introdutório( de 2003) da nova versão brasileira, ” A ironia em Deus Ama é que ela é um produto de seu tempo e, ainda assim, quase vinte anos depois os sentimentos – e a inspiração que me fez escrever a história – mantêm sua relevância. Pessoas ainda são jugadas mais pela sua cor de sua pele, por sua nação de origem e pela fé que professam do que por seu caráter“.

Publicado em Dica de Leitura, Educação, Histórias em Quadrinhos | Marcado com , , , | Deixe um comentário

Revista em quadrinhos fala sobre solidariedade.

Aos 19 anos, Gustavo Majory, um jovem estudante de Divinópolis, apaixonado por poesias, decidiu reinventar a forma de escrever e passou a produzir revistas em quadrinhos. A edição de número um, foi lançada essa semana com o tema “Natal Solidário”. A intenção do jovem é conscientizar leitores que atitudes muitas vezes banalizadas, podem fazer a diferença na sociedade.

Revista estimula pessoas pensarem em atos cotidianos em Divinópolis (Foto: Gusttavo Majory/Arquivo Pessoal)

Segundo Gustavo o estilo de escrita não chamava muito a atenção dele, já que sempre esteve ligado à poesias. Há um ano quando decidiu que faria as revistas, com ajuda de um amigo desenhista, passou a pesquisar temas de venturas que pudessem despertar a consciência das pessoas com relação a atos banalizados, como ajudar um menino de rua. “A decisão por fazer gibi veio naturalmente. Acho que as pessoas que escrevem passam por fases, já escrevi muitas poesias, crônicas, ao decorrer do tempo vamos mudando e agora decidi investir em histórias de quadrinhos”, disse.

Com o tema “Natal Solidário”, a revista conta a história de uma turma chamada pelo autor de “Turminha do Itapecerica”, onde três personagens principais, que são crianças com idades de sete e oito anos, se unem para proporcionar um Natal diferente para um menino de rua. Juntos eles acionam outros amigos e recolhem roupa, brinquedos e até comida. Em seguida fazem a entrega dos presentes juntos. “A ação é mobilizada pelas próprias crianças. A intenção é mostrar que é possível fazer algumas coisas que ao final vão gerar satisfação para a sociedade. O menino ficou feliz e as crianças que ajudaram também”,disse.

Fonte: G1

Publicado em Educação, Histórias em Quadrinhos, Noticia | Marcado com , , | Deixe um comentário

Indianos criam super-heroína dos quadrinhos que foi vítima de estupro.

Uma nova HQ que tem como superheroína uma vítima de estupro foi lançado na Índia para chamar a atenção sobre o problema da violência sexual no país.

O Priya’s Shakti, inspirado por histórias motológicas hindus, conta a história de Priya, uma jovem que sobreviveu ao ataque de uma gangue de estupradores, e da deusa Parvati. As duas lutam juntas contra os crimes de gênero na Índia.

O cineasta indiano-americano Ram Devineni, um dos criadores da obra, disse à BBC que teve a ideia de fazer a história em quadrinhos em 2012, quando uma onda de protestos se espalhou pela Índia após o estupro e o assassinato brutal de uma estudante de 23 anos em um ônibus de Nova Déli.

“Eu estava em Déli quando os protestos começaram e me envolvi em alguns deles. Eu conversei com um policial e ele disse uma coisa que me surpreendeu. Disse que garotas sérias não andam sozinhas à noite”, afirmou Devineni.

“A ideia começou desse jeito. Eu percebi que o estupro e a violência sexual na Índia eram culturais e que se sustentavam pelo patriarcalismo, misoginia e percepção popular”.

Projeto de livro em quadrinhos quer mudar mentalidade da população sobre violência sexual (Foto: Divulgação)Projeto de livro em quadrinhos quer mudar mentalidade da população sobre violência sexual (Foto: Divulgação)
Heroína é expulsa de casa por familiares ao revelar que foi vítima de estupro (Foto: Divulgação)Heroína é expulsa de casa por familiares ao revelar que foi vítima de estupro (Foto: Divulgação)

Na sociedade indiana, muitas vezes é a vítima do estupro – e não o agressor – que é tratada com ceticismo e acaba sendo submetida ao ridículo e à exclusão social.

“Eu conversei com sobreviventes de ataques de gangues de estupradores e elas disseram que foram desencorajadas por familiares e pela comunidade a procurar justiça, elas também foram ameaçadas pelos estupradores e suas famílias. Até a polícia não as levou à sério”, disse Devineni.

Os quadrinhos refletem uma realidade severa: quando Priya conta a seus pais sobre o estupro, ela é culpada por ele e expulsa de casa.

Heroína indiana tem ajuda de deuses da mitologia hindu para superar trauma e vencer adversários (Foto: Divulgação)Heroína indiana tem ajuda de deuses da mitologia hindu para superar trauma e vencer adversários (Foto: Divulgação)

A personagem representa uma mulher indiana genérica e suas aspirações. “Ela é como todos os rapazes e moças que querem viver seus próprios sonhos. Mas esses sonhos foram destruídos após o estupro”, disse Devineni.

No livro, com alguma ajuda de Shiva e Parvati – o casal de deuses mais poderoso na cultura hindu – Priya consegue transformar sua tragédia em uma oportunidade.

No final ela volta à cidade montada em um tigre e derrota seus adversários.

Devineni disse que escolheu usar elementos da mitologia poque o hinduísmo é a religião majoritária do país – 80% da população, ou 1,2 bilhão de pessoas, são hindus – e seus mitos e histórias estão enraizadas em sua vida cultural.

Ele convenceu artistas de rua e criadores de pôsteres de filmes de Bollywood a pintar murais inspirados na história em quadrinhos na favela de Dharavi, em Mumbai, considerada a maior da Ásia.

As pinturas têm “recursos de realidade aumentada”, que permitem às pessoas ver figuras “saltarem” da parede quando são vistas por meio das câmeras de smartphones.

É possível baixar da internet cópias do livro em hindi e em inglês. O trabalho será exibido em uma feira de quadrinhos em Mumbai em dezembro.

“Nosso público alvo vai desde crianças entre 10 e 12 anos a jovens adultos. É uma idade crítica nas vidas deles e por isso estamos fazendo uma tentativa de conversar com eles”.

Na Índia, onde em média um estupro é comunicado a cada 21 minutos, o crime ocorrido em Déli no ano de 2012 foi um divisor de águas. A brutalidade dos seis agressores deflagrou uma série de protestos e forçou o governo a criar leis antiestupro, prevendo inclusive a pena de morte para violência sexual muito grave.

Mas analistas dizem que as leis mais duras resolvem apenas parte do problema. Ele seria resolvido apenas com a criação de consciência e mudança de atitudes sociais.

Davineni diz que esse é o objetivo do livro.

Urvashi Butalia, líder da editora feminista Zubaan Books, diz que o sucesso ou fracasso dependerá “muito da história” e de “quantas pessoas ela atinge”. Segundo ela, tudo que gera um diálogo ajuda.

Versão em inglês de livro em quadrinhos poderá ser baixado pela internet (Foto: Divulgação)Versão em inglês de livro em quadrinhos poderá ser baixado pela internet (Foto: Divulgação)

“Muitas das mudanças do mundo começaram como ideias. E essa é uma ideia interessante – não há muitas super heroínas”, disse ela.

Jasmeen Patheja é fundadora do Projeto Blank Noise, que realiza uma campanha chamada “eu nunca pedi isso” – referindo-se a agressões sexuais.

O projeto cria instalações urbanas e galerias de imagens na internet com as roupas que as vítimas estavam usando quando foram abusadas em uma campanha para “rejeitar a culpa”.

Cineasta criou heroína depois de ter contato com protestos contra a violência sexual na Índia (Foto: Divulgação)

A maior mudança, segundo ela, será quando “as pessoas entenderem que não há desculpa que justifique a violência sexual, como as roupas que as vítimas estava usando, a hora ou o lugar em que estavam”.

“Romances, quadrinhos, livros de histórias, filmes – todos têm grande potencial para ajudar”, ela disse.

Fonte: G1

Publicado em Histórias em Quadrinhos, Noticia | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

História da Arte ganha cores e traços de quadrinhos

“A Provença deve ser um lugar lindo. Tenho certeza de que você vai se recuperar lá”, diz um esperançoso Theo van Gogh, que ouve como reposta do irmão Vincent, prestes a embarcar em um trem para a bucólica Arles, na França: “Acima de tudo preciso produzir muito”. O diálogo revelador é um dos primeiros da graphic novel “Vincent” (R$ 29,90), de Barbara Stok, que acaba de ganhar edição brasileira pela Editora L&PM.

A obra retrata os últimos anos da vida do pintor holandês Van Gogh, que se mudou para a pequena cidade francesa com o objetivo de fundar uma colônia de artistas. Porém a falta de dinheiro e de perspectivas para o futuro, além da culpa que sentia por ser sustentado pelo irmão, fez os tormentos psicológicos de Vincent se agravarem, culminando com o conhecido episódio em que o artista decepou parte da sua orelha direita.

São esses embates internos e acontecimentos da fase mais rica e revolucionária do gênio pós-impressionista que Stok retrata em quadrinhos de traços pop, singelos e coloridos. Barbara ainda incorpora ao livro trechos de cartas escritas ao irmão Theo e telas do próprio pintor, assim como seu processo criativo e suas ideias sobre pintura. Para chegar a isso, a ilustradora trabalhou por três anos com apoio do Museu Van Gogh, de Amsterdã.

A história de Van Gogh rendeu outros trabalhos em quadrinhos

“Vincent” é um exemplo de como as histórias em quadrinhos podem levar novos e diferentes públicos a conhecerem um pouco mais de arte por meio da biografia dos seus grandes mestres. Para a professora doutora Luciane Páscoa, especialista em História da Arte, a experiência que une entretenimento e informação é mais do que válida.

“É uma ótima iniciativa para tentar atingir um público mais jovem porque torna o assunto mais acessível, ainda que na abordagem vida e obra. É uma forma até de sensibilizar os leitores de publicações do universo HQ para que eles possam vir a ter uma relação diferente com o museu e a História da Arte propriamente dita”, afirma.

Mais Van Gogh

A história de Van Gogh já rendeu outros trabalhos em quadrinhos. É o caso da obra do ilustrador Marc Verhaegen, que contou com pesquisa de Jan Kragt. Disponível em inglês e holandês, a publicação de 44 páginas é uma parceria entre a Fundação Eureducation e o Museu Van Gogh. O livro retrata cenários de várias cidades holandesas onde o pintor morou, além de Paris e de Borinage, na Bélgica.

De acordo com os autores, a escolha pelo formato HQ foi estratégica. “O público alvo do livro são crianças e adolescentes que se interessam muito mais por um assunto quando ele é contado de maneira divertida”, disse Verhaegen.

Já “Vincent & Van Gogh”, do sérvio Gradimir Smudja, revisita o universo impressionista por meio de imagens e um enredo fictício, com direito a aparição de outros mestres da pintura (e suas obras), como Monet, Toulouse-Lautrec, Degas e Gauguin.A obra parte da premissa que Van Gogh não foi o verdadeiro autor das pinturas atribuídas a ele. Elas seriam criações de um gato misterioso chamado Vincent, que o holandês teria resgatado certa noite em Arles.

“‘Vincent & Van Gogh’ permanecerá sempre único, justamente porque é daí que deverá partir a imaginação de meus leitores para formularem, à vontade, a sequência da história. Esse relato não tem limites e pode certamente emocionar a todos”, declarou o ilustrador

Fonte:http://acritica.uol.com.br/ (adaptado)

Publicado em Educação, Histórias em Quadrinhos, Noticia | Marcado com , | Deixe um comentário

Lançamento da revista PAÇOCABUM! em Curitiba

Publicado originalmente em Zine Brasil - Quadrinhos e Super Heróis Brasileiros:

Na próxima Sexta, dia 28 de novembro, acontecerá o lançamento da revista PAÇOCABUM! que reúne trabalhos dos alunos da Oficina de Quadrinhos Autorais ministrada por José Aguiar (Nada com Coisa Alguma) no Sesc Paço da Liberdade. Quadrinista e artistas responsaveis pela produção da Revista estarão presentes entregando as cópias das edições gratuitamente  no evento, que acontece na abertura da exposição aMoSTRA14! A partir das 18h tem show da Banda Labrador em frente ao Paço e às 19h será a abertura da exposição.

paçocabum 01
A publicaçao reúne projetos dos alunos: Natan Caricaturista, Edson Kohatsu, Luri Koh, Davi Alexandre de Souza, Fabbio Fratt, Cenilson Rodrigies, Gustavo Stella,
Ricardo Salvador Ramalho, Izaías Marques e Leonardo Higashi
.

Para outras informações acesse o evento no Facebook clicando aqui.

:: Já Conhece o CanalZine Brasil no YouTube?
Inscreva-se aqui ->>http://youtube.com/zinebrasil

:: Aproveita…

Ver original 7 mais palavras

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Revolução dos estudantes chilenos é transformada em HQ

Baseada em fatos reais, se transformou na história em quadrinhos Al Sur de la Alameda, escrita por Lola Larra e ilustrada por Vicente Reinamontes.

Publicada pelaEdiciones Ekaré em espanhol, a obra recebeu o Prêmio de Edição em 2014 no Chile e foi selecionada pelo prestigioso catálogo alemão The White Ravens 2014, que reúne os títulos infantis e juvenis de mais destaque no ano.

A “Revolução dos Pinguins” foi uma mobilização estudantil de 2006 realizadas por estudantes secundaristas do Chile entre abril e junho de 2006 e entre setembro e outubro do mesmo ano.

A história foi introduz elementos mais políticos, como uma homenagem ao movimento estudantil contra Pinochet, dos anos 80, reprimido com mortes e desaparecidos, mas sem abandonar o tom intimista e literário do diário o personagem Nicolás, que a história de Al Sur de la Alameda apresenta.

Publicado em Histórias em Quadrinhos, Noticia | Marcado com , , | Deixe um comentário

Leitura em sala ajuda a popularizar as adaptações em HQ

A editora Peirópolis levou um susto este ano ao inscrever quatro adaptações de clássicos literários em HQ no Prêmio Jabuti. Foram todas desclassificadas de cara por não serem consideradas obras inéditas – requisito da premiação. Renata Farhat Borges, que além de editora da casa é pesquisadora de quadrinhos, esbravejou, argumentou, e o conselho curador voltou atrás. Não se trata de um gênero novo que justifique a confusão.

O leitor brasileiro teve seu primeiro contato com clássicos em HQ no século 20, em bancas, porque Adolfo Aizen, da Editora Brasil América, importou a pioneira coleção Classics Illustrated e publicou quadrinizações de obras brasileiras, lembra Renata. José de Alencar, Bernardo Guimarães, Manuel Antônio de Almeida e Camilo Castelo Branco estavam entre os autores.

A lista não difere muito do que encontramos hoje na livrarias. Ou melhor, nas escolas. A nova fase de clássicos em quadrinhos foi iniciada em 2006, quando os editais de compras de livros para escolas incluíram esse tipo de livro. “O Governo em suas diferentes instâncias entende as adaptações literárias como instrumentos interessantes de formação do leitor literário e porta de entrada para a leitura de grandes obras da literatura universal. Além disso, vem cada vez mais valorizando esse tipo de publicação por seu resultado estético”, diz a editora que tem, em catálogo, 12 adaptações feitas por artistas e roteiristas brasileiros, como A Mão e a Luva (Machado de Assis), por Alex Genaro e Alex Mir, e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstoi), feita por Caeto.

E se o Governo compra, as editoras fazem. Ainda mais se o livro estiver em domínio público – caso dos clássicos. Uma exceção: Fábio Moon e Gabriel Bá estão adaptando Dois Irmãos, romance lançado por Milton Hatoum em de 2000, para a Companhia das Letras. E a L&PM editou recentemente A Invenção de Morel, de Bioy Casares, em HQ.

A editora gaúcha, aliás, que publica o gênero desde os anos 1980, investe agora também em adaptações para o mangá. O Grande Gatsby, de Scott Fitzgerald, é um exemplo. Não desistiu, porém, de editar a coleção Grandes Clássicos da Literatura em Quadrinhos, que já conta com cerca de 10 títulos. Mesmo depois do anúncio de que a Del Prado começa a vender a mesma coleção, composta de 26 volumes (nenhum de autor brasileiro) em bancas de todo o país – a volta às origens. Tanto que ela cedeu os direitos de sua tradução.

Fonte:http://www.dgabc.com.br/Noticia/1035497/leitura-em-sala-ajuda-a-popularizar-as-adaptacoes-em-hq?referencia=minuto-a-minuto-topo

Publicado em Educação, Histórias em Quadrinhos, Noticia | Marcado com , | 1 comentário