HQs trabalham conteúdos de forma superficial, diz Instituto Pró-Livro

Duas frases que explicam o olhar “oficial” sobre uso dos quadrinhos no ensino.

Primeira frase: “Eu acho que [uso de histórias em quadrinhos no ensino] pode ser um meio, nunca um fim. Porque o quadrinho pode até trabalhar algum conteúdo, mas o faz de forma superficial. Como incentivo à leitura, ele pode ser um mobilizador”.

Segunda frase: “… seria inteligente usar essa ferramenta [quadrinhos] como uma forma de trazer a garotada seja para a leitura, seja para conteúdos mais complexos”.

As duas declarações são da mesma pessoa, Zoraya Failla, gerente-executiva do Instituto Pró-Livro, órgão que reúne editoras e que patrocina a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil.

Os depoimentos foram reproduzidos em reportagem veiculada no portal “Terra” em 9 de setembro.

O que se observa é uma visão equivocada e antiga sobre o papel do quadrinhos como leitura, e leitura estritamente infantil.

Os quadrinhos seriam uma “ferramenta” para leitura de “conteúdos mais complexos”. As HQs até poderiam “trabalhar algum conteúdo”, mas o fariam “de forma superficial”.

Há uma infinidade de obras que poderiam ser utilizadas como exemplos do quão equivocada é essa leitura.


O porém é que essa mesma interpretação que tem pautado políticas governamentais de uso dos quadrinhos no ensino, entre elas o PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola).

Fonte:http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/

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