Professores do TECPUC têm trabalho aprovado no Programa Apple Distinguished Educators

O Programa Apple Distinguished Educators é parte de uma comunidade global de líderes educadores reconhecidos por utilizar a tecnologia Apple de forma inovadora, dentro e fora dasala de aula. O objetivo do programa é reconhecer projetos inovadores que estejam contribuindo para a transformação significativa do processo de ensino e aprendizagem, a partir do uso da tecnologia Apple.

Por meio da junção de dois projetos, o Projeto HqE – Histórias em Quadrinhos na Escola e a utilização dos iPads em sala de aula, foi possível desenvolver o Projeto HqE – Gramática, Quadrinhos e Tecnologia. O primeiro Projeto foi concebido durante a pesquisa de iniciação científica de Márcio Garcia, estagiário de Pedagogia da PUCPR e idealizador do Projeto HqE, no curso de Pedagogia, e a parte prática surgiu após algumas aulas de substituições no TECPUC, onde ele pôde verificar a dificuldade dos alunos em realizar algumas atividades de interpretação de texto e de tiras de jornal. Quanto ao uso dos iPads, difundido pela professora de Português, Carla Viccini, a escolha foi feita para dinamizar o trabalho proposto aos alunos — criar tiras ou histórias em quadrinhos sobre verbos. Primeiramente, eles usaram os iPads para pesquisar sobre o tema, consultar a conjugação verbal e para assistir vídeos com dicas de quadrinistas profissionais. Depois, os alunos que não se sentiram seguros para desenhar, ou que queriam usar outras alternativas, puderam produzir seus trabalhos com aplicativos, usando fotos e desenhos. Essa ideia surgiu para dinamizar as aulas, torná-las mais interessantes, animar os alunos e, principalmente, para que eles aliassem a teoria com a prática, aproximando-se de situações reais de uso da língua da portuguesa. Para Márcio, “trabalhar uma atividade diferenciada (HQs e iPads) fez com que os alunos se tornassem protagonistas das atividades, já que todo o trabalho foi deles, desde a pesquisa até a produção das tiras dos quadrinhos, em conjunto com a pró-atividade e o trabalho em equipe”.

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Após a utilização dos iPads nas salas de aulas, assim como as atividades de desenvolvimento das histórias em quadrinhos, os alunos puderam demonstrar criatividade, irreverência e cooperação com outros colegas. “A conquista nessa primeira fase nos surpreendeu muito. É realmente muito importante, pois além de indicar que estamos no caminho certo, aliando tecnologia e educação, nos motiva a criar e pesquisar novas alternativas para a sala de aula”, completa Carla.

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Leitura de gibis estimula imaginação e senso crítico

A leitura de histórias em quadrinhos, conhecidos nacionalmente como gibis, incentiva crianças e adultos para que o hábito se torne prática prática diária.

Este é o caso de Paulo Guilherme Mattos Edwards, 11, estudante e atleta, do estudante do curso de Letras – Língua Portuguesa Jan Santos, 20 (foto), e do estudante de engenharia Renato Costa Oliveira, 20, que são apaixonados por boas histórias e também são colecionadores de gibis.

De acordo com Bero Vidal, do Clube dos Quadrinheiros de Manaus, os gibis contribuem e sempre contribuíram para estimular o senso crítico dos leitores, fazendo com que os jovens adotassem sua leitura como hábito.

Ele lembra ainda que os gibis eram tidos como literatura proibida nos anos 1960, quando o governo americano determinou que publicações fossem ‘caçadas’. “Eles acreditavam que os quadrinhos alienavam as pessoas e que tinham conteúdo perigoso. Lembro que na minha infância era proibido ler gibis nas escolas, as professoras confiscavam”, relembra Dero.

Mas as publicações aumentaram de lá para cá, e o número de leitores apaixonados também. “Hoje, as pessoas entendem a contribuição das histórias em quadrinhos como uma porta. Sim, através dos gibis as pessoas se interessam pelas artes, pelo teatro, pelo cinema e outras literaturas”, afirma Dero.

Apaixonado por gibis

Paulo Guilherme, o PG, lê gibis desde a alfabetização. Gosta de histórias que falem de aventura, amizade, disputas, brincadeiras e até paqueras. “Além deste temas, ele também se interessa pelos quadrinhos que tratam de questões sociais, como deficiência física de alguns personagens”, contou Michele Mattos, mãe de PG e engenheira.

De acordo com Michele, ela tinha a intenção de incentivar o filho a ler, mas precisava ser algo que ele gostasse, sem pressões. “O gibi é uma leitura agradável por conta das imagens e linguagem com temas infantis, por isso ele se apaixonou”, disse a engenheira.

PG dedica cerca de 1h à leitura das histórias em quadrinhos, sempre após as atividades escolares ou à noite, antes de dormir. A paixão pela leitura de gibis ultrapassou os limites da casa, Paulo Guilherme leva os quadrinhos para as aulas de inglês e espanhol. “Leio gibis com versões em outros idiomas para exercitar a pronúncia”, revela Paulo Guilherme.

Ele revelou ainda que faz questão de ir às bancas e escolher as revistas que lerá, mas também baixa na internet e lê no tablet ou até no celular. Mas sempre sob os olhares atentos da mãe. “Controlo a quantidades que ele vai comprar, pois quer levar tudo”, contou Michele.

Michele garante que os gibis influenciaram o interesse do filho pela leitura de livros volumosos e destaca que os pais devem apoiar os filhos a lerem quadrinhos. “Geralmente, ele escolhe temas infantis, historinhas e sempre quer ler toda a coleção daquela obra”, disse.

Gibis literários

Jan Santos começou a ler gibis há 13 anos e começou com histórias da turma da Mônica e da Disney, mas também era ‘viciado’ em ler as tirinhas que saíam nos jornais de domingo. Com o tempo, o interesse pelos gibis aumentou, inclusive por temas mais reflexivos.

“Histórias em quadrinhos, muitas vezes, apresentam conceitos diferentes, envolvendo filosofia, mitologia e até mesmo moral e ética. Ler esse tipo de histórias com certeza aguça o apetite por outras modalidades de leitura”, revela Jan.

O universitário, que ano passado lançou um livro intitulado ‘Evangeline – Relatos de um mundo sem luz’, afirma que a leitura de gibis contribui significativamente para a profissão dele. “Os gibis são ótimos para aprendermos formas diferentes de dinamizar uma história, mesmo que não seja em quadrinhos”, revela.

Como a leitura e escrita fazem parte da rotina de Jan, ele revela que já pensou muitas vezes em fazer seu próprio gibi, que segundo ele deve ser o sonho de todos os colegas que se interessam pelo gênero. “ Idealizo uma história alternativa sobre algum personagem que gosto muito, bem como o Sandman, o Batman ou algum dos X-men, por exemplo. Com um enredo curto, seria mais para mostrar o quanto alguns desses caras podem ser nos bastidores, quando não estão lutando contra o crime ou salvando o mundo”, contou o jovem.

Quadrinhos japoneses

No caso de Renato Costa Oliveira, o incentivo pela leitura de mangás, como são conhecidos os gibis japoneses, ocorreu há 6 anos. “Uma amiga me emprestou alguns, eu fiquei curioso porque ela só falava neles”, disse.

As histórias japonesas são conhecidas pela fantasias e mundos desconhecidos, mas, para Renato, as publicações vão muito além do lúdico, orientações sobre moral e caráter fazem parte do estilo oriental. “São cativantes por falar de vários assuntos como força de vontade, responsabilidade, honra e relacionamentos interpessoais. Tem papel educativo”, disse.

Para o estudante, o hábito de ler outras publicações sobre outros gêneros aumentou após ele ter começado a ler mangás. “O hábito de ler aumentou, junto com a vontade de ler algo mais completo. Hoje leio livros, que talvez não leria se não fosse os mangás”, acredita Renato.

Fonte:http://www.blogdogaleno.com.br/2014/01/23/leitura-de-gibis-estimula-imaginacao-e-senso-critico

 

30 de janeiro – Dia do Quadrinho Nacional com atividades na Gibiteca de Curitiba

Dia 30 de janeiro é o dia do quadrinho nacional. Aqui em Curitiba as 19h na Gibiteca de Curitiba haverá um bate papo com todos que produziram e movimentaram a produção sequencial curitibana no ano de 2013.
Participam da mesa:
Leonardo Melo – Editora Quadrinhópole;
André Caliman – Revolta;
Liber Paz – As coisas que Cecília fez;
José Aguiar – Folheteen;
Yoshi Itice – Lobo Limão;
Marcelo Oliveira – UCM Comics;
Antonio Eder – Dogzilla Comics;
Luiz Henrique Jyudah Silva Jacarelli– GIBINIME;
Fabrizio Andriani – GIBICON.
Fora isso haverá oficinas de cosplay com Eve Ortiz, “rinha de games” e exibição de documentários. A programação completa ta no cartaz.

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