Lançamento da revista PAÇOCABUM! em Curitiba

Zine Brasil - Quadrinhos Nacionais e Super Heróis Brasileiros

Na próxima Sexta, dia 28 de novembro, acontecerá o lançamento da revista PAÇOCABUM! que reúne trabalhos dos alunos da Oficina de Quadrinhos Autorais ministrada por José Aguiar (Nada com Coisa Alguma) no Sesc Paço da Liberdade. Quadrinista e artistas responsaveis pela produção da Revista estarão presentes entregando as cópias das edições gratuitamente  no evento, que acontece na abertura da exposição aMoSTRA14! A partir das 18h tem show da Banda Labrador em frente ao Paço e às 19h será a abertura da exposição.

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A publicaçao reúne projetos dos alunos: Natan Caricaturista, Edson Kohatsu, Luri Koh, Davi Alexandre de Souza, Fabbio Fratt, Cenilson Rodrigies, Gustavo Stella,
Ricardo Salvador Ramalho, Izaías Marques e Leonardo Higashi
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Revolução dos estudantes chilenos é transformada em HQ

Baseada em fatos reais, se transformou na história em quadrinhos Al Sur de la Alameda, escrita por Lola Larra e ilustrada por Vicente Reinamontes.

Publicada pelaEdiciones Ekaré em espanhol, a obra recebeu o Prêmio de Edição em 2014 no Chile e foi selecionada pelo prestigioso catálogo alemão The White Ravens 2014, que reúne os títulos infantis e juvenis de mais destaque no ano.

A “Revolução dos Pinguins” foi uma mobilização estudantil de 2006 realizadas por estudantes secundaristas do Chile entre abril e junho de 2006 e entre setembro e outubro do mesmo ano.

A história foi introduz elementos mais políticos, como uma homenagem ao movimento estudantil contra Pinochet, dos anos 80, reprimido com mortes e desaparecidos, mas sem abandonar o tom intimista e literário do diário o personagem Nicolás, que a história de Al Sur de la Alameda apresenta.

Leitura em sala ajuda a popularizar as adaptações em HQ

A editora Peirópolis levou um susto este ano ao inscrever quatro adaptações de clássicos literários em HQ no Prêmio Jabuti. Foram todas desclassificadas de cara por não serem consideradas obras inéditas – requisito da premiação. Renata Farhat Borges, que além de editora da casa é pesquisadora de quadrinhos, esbravejou, argumentou, e o conselho curador voltou atrás. Não se trata de um gênero novo que justifique a confusão.

O leitor brasileiro teve seu primeiro contato com clássicos em HQ no século 20, em bancas, porque Adolfo Aizen, da Editora Brasil América, importou a pioneira coleção Classics Illustrated e publicou quadrinizações de obras brasileiras, lembra Renata. José de Alencar, Bernardo Guimarães, Manuel Antônio de Almeida e Camilo Castelo Branco estavam entre os autores.

A lista não difere muito do que encontramos hoje na livrarias. Ou melhor, nas escolas. A nova fase de clássicos em quadrinhos foi iniciada em 2006, quando os editais de compras de livros para escolas incluíram esse tipo de livro. “O Governo em suas diferentes instâncias entende as adaptações literárias como instrumentos interessantes de formação do leitor literário e porta de entrada para a leitura de grandes obras da literatura universal. Além disso, vem cada vez mais valorizando esse tipo de publicação por seu resultado estético”, diz a editora que tem, em catálogo, 12 adaptações feitas por artistas e roteiristas brasileiros, como A Mão e a Luva (Machado de Assis), por Alex Genaro e Alex Mir, e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstoi), feita por Caeto.

E se o Governo compra, as editoras fazem. Ainda mais se o livro estiver em domínio público – caso dos clássicos. Uma exceção: Fábio Moon e Gabriel Bá estão adaptando Dois Irmãos, romance lançado por Milton Hatoum em de 2000, para a Companhia das Letras. E a L&PM editou recentemente A Invenção de Morel, de Bioy Casares, em HQ.

A editora gaúcha, aliás, que publica o gênero desde os anos 1980, investe agora também em adaptações para o mangá. O Grande Gatsby, de Scott Fitzgerald, é um exemplo. Não desistiu, porém, de editar a coleção Grandes Clássicos da Literatura em Quadrinhos, que já conta com cerca de 10 títulos. Mesmo depois do anúncio de que a Del Prado começa a vender a mesma coleção, composta de 26 volumes (nenhum de autor brasileiro) em bancas de todo o país – a volta às origens. Tanto que ela cedeu os direitos de sua tradução.

Fonte:http://www.dgabc.com.br/Noticia/1035497/leitura-em-sala-ajuda-a-popularizar-as-adaptacoes-em-hq?referencia=minuto-a-minuto-topo

Will Eisner, Robert Crumb e os grandes da literatura

Depois de consideradas material para crianças e analfabetos durante boa parte do século 20, as histórias em quadrinhos principiaram há cerca de duas décadas uma fase consagradora, definida pelo editor Russ Kick como “uma idade de ouro”. “As narrativas sequenciais desenvolveram-se como uma forma de arte completa graças à experimentação constante e à criatividade ilimitada”, diz Kick a CartaCapital. Por unirem “uma autoexpressão livre” e “uma habilidade técnica impressionante”, os quadrinistas produziram obras que desde os anos 2000 se tornaram fonte para filmes multimilionários de Hollywood, além de alvo de exposições em museus prestigiosos como o Museum of Contemporary Art, em Los Angeles, e o Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York. A cultura dominante tem incorporado aos poucos o que era antes marginal. “Embora tenham conquistado mais respeito, as HQs e os romances gráficos terão de percorrer um longo caminho para ser verdadeiramente adotados pelos leitores e pelas universidades”, afirma.

Quando decidiu organizar os três volumes da antologia Cânone Gráfico, Clássicos da Literatura Universal em Quadrinhos (Boitempo, 118 reais, o primeiro volume com 456 páginas), um best seller nos Estados Unidos após seu lançamento em 2012, Kick pensou na diversidade de estilos e na abordagem inovadora dos artistas nos últimos anos. Mais de cem quadrinistas, ilustradores, serigrafistas e designers gráficos adaptaram 190 textos literários, filosóficos, religiosos e científicos. A maioria das adaptações é inédita. “Pedi para serem fiéis aos personagens e aos enredos dos textos. Mas do ponto de vista visual eles poderiam fazer tudo o que desejassem. Não deveriam se autocensurar mesmo com os livros que contivessem cenas de violência e sexo.”

O editor refere-se a assuntos transformados em tabu nas histórias em quadrinhos. A Comics Code Authority (CCA), uma associação criada em 1954, fustigou por décadas HQs com temas considerados impróprios. Fundada para ser uma alternativa independente à fiscalização governamental, desativada apenas em 2011, a CCA propunha ser um representante das editoras e um órgão autorregulador da arte sequencial. A sua existência impeliu uma geração de quadrinistas nos anos 1960 a produzir material clandestinamente e distribuí-lo por canais poucos convencionais, como lojas de tabaco. Essa cena underground, desenvolvida, sobretudo em São Francisco, ganhou o apelido decomix (sendo o xis uma alusão à letra usada pelo sistema de classificação do cinema norte-americano para atestar se um filme é apropriado somente para os maiores de idade).

Cânone Gráfico, Kick disse ter evitado a falta de criatividade de projetos anteriores, entre eles as 169 edições da série Classic Comics, publicadas entre 1941 e 1971. Ele considera essas adaptações pasteurizadas e superficiais, excessivamente concentradas na reprodução literal das obras de ficção. Embora responsabilize o sistema educacional americano pelo desinteresse em relação à literatura, Kick não organizou a sua coleção como um atalho aos clássicos ou por motivos didáticos. Cânone Gráfico seria uma colaboração entre artistas e escritores. “No fundo”, ele escreve na introdução, “esta antologia titânica, em três volumes, é uma obra artística e literária independente, um fim em si mesmo”. A julgar por pesquisas recentes, Kick teria razão. Em The Visual Language of Comics (Bloomsbury), o psicólogo Neil Cohn defende a teoria de que as histórias em quadrinhos são processadas neurologicamente como uma língua, com vocabulário, gramática e sintaxe próprios. Nesse sentido, mais do que uma adaptação, Cânone Gráfico pode ser entendido como uma compilação de clássicos reescritos para o idioma das imagens.

O primeiro volume (tradução de Magda Lopes), disponível nas livrarias brasileiras, vai de A Epopeia de GilgameshAs Ligações Perigosas, o romance de Choderlos de Laclos. O segundo tomo, cuja publicação é prevista para 2015, aborda a literatura oitocentista, de Kubla Khan (Samuel Taylor Coleridge) a O Retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde). O terceiro, com lançamento em 2016, restringe-se ao século XX: de Coração das Trevas (Joseph Conrad) a Infinite Jest (David Foster Wallace). Kick convidou artistas consagrados e emergentes. No primeiro volume, Will Eisner adaptou Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, Robert Crumb dedicou-se a Diário Londrino, de James Boswell, e Peter Kuper explorou Modesta Proposta, de Jonathan Swift. Entre os autores em ascensão, Yejin Yun fez três ilustrações coloridas sobre o Simpósio, de Platão, e Edie Fake transformou em desenhos os escritos espirituais de Santa Teresa D’Ávila.

Kevin Dixon ilustrou o episódio Touro Celeste, de A Epopeia de Gilgamesh, por motivos familiares. O seu pai, Kent Dixon, traduziu o poema épico escrito em tábuas de argila, na Babilônia (em torno de 1000a.C.), pois estava insatisfeito com as versões anteriores para o inglês. “As primeiras traduções eram muito recatadas. Elas suprimiram da língua inglesa qualquer cena minimamente ousada ou sexual”, explica Dixon a CartaCapital. “Um tradutor da era vitoriana, escandalizado com os temas mais maduros da história, não iria destacar os duplos sentidos, os trocadilhos obscenos e as piadas vulgares entranhados no barro.” Segundo o quadrinista, A Epopeia de Gilgamesh tem várias passagens criadas para desencadear uma catarse pelo humor. “Mas, por muito tempo, a comicidade foi alijada por ser considerada de mau gosto”, ele afirma. “A minha adaptação é respeitosa e academicamente rigorosa quando trata de nudez e de escatologia. Se as ignorasse, eu seria infiel à história original.”

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I Seminário de Histórias em Quadrinhos da Biblioteca Pública de Niterói

Estão abertas as inscrições para apresentação de trabalhos acadêmicos no I Seminário de História em Quadrinhos da Biblioteca Pública de Niterói, nos dias 26, 27 e 28 de novembro, promovido em parceria com o Programa de Pós-graduação em História da UFF. Esse espaço é dedicado para graduandos e graduados que tem como objeto de estudo o universo dos Quadrinhos. Com o objetivo de ser um evento interdisciplinar, serão aceitos trabalhos nas áreas de História, Ciências Sociais, Comunicação, Letras, Cinema, Filosofia e áreas afins.

Os resumos devem ser enviados até o dia 16 de novembro de 2014, para o e-mail cursos.bpn@ bibliotecasparquerj.org.br, com no mínimo de 150 e no máximo 300 palavras, informando palavras-chave. Os textos deverão ser digitados em Word, 1,5 de espaçamento, fonte Times New Roman, tamanho 12 e configuração da página padrão, não esquecendo de informar o nome do autor/grupo de pesquisa e instituição de origem. O resultado dos trabalhos escolhidos se dará no dia 19 de novembro.

As apresentações serão nos dias 27 e 28 de novembro, das 10h às 11h30, com tempo de apresentação oral de 20 minutos. Todo o equipamento audiovisual necessário para a apresentação de power point e vídeos será disponibilizado pela BPN.

Dica de Leitura: Metrópolis- Osamu Tezuka.

“…Mas será que não vai chegar o dia que os humanos vão se desenvolver tanto a ponto de se extinguirem com sua própria Ciência?” com esta pergunta que incia a história em um futuro “não tão distante” de Metrópolis.

A história  inicia-se com a Convenção Internacional de Cientistas, entre as discussões ocorridas, está a da criação das células sintéticas, desenvolvida pelo Dr. Charles Lawton mas para essas células funcionarem é necessário a radiação emitida de manchas negras que surgiram no Sol.

Infiltrado na Convenção está o Duque Red, líder do Partido Red, que onde cientista  Dr. Lawton e o obriga a criar uma criança, através da pesquisa de células sintéticas (Michi) para transformá-la em arma, e a partir daí o enredo se desenvolve.

Com medo que essa criança se torne uma ameaça, Lawton simula uma explosão do se laboratório e foge com Michi,o criando como seu próprio filho.

Publicada originalmente em 1949 com mais de 150 páginas o mangá de ficção científica, traz de uma forma bem humorada temas sérios, sendo voltada para o público infantil e infanto-juvenil, podendo ser utilizado em sala de aula como ferramenta da discussão, por exemplo “Qual o limite da Ciência?”, Ética, Homem X Ciência, ou o contexto histórico (Pós Guerra) em que a obra foi criada.