Contos de fadas em Quadrinhos.

Quando foi chamado para organizar o livro “Contos de Fadas em Quadrinhos”, Chris Duffy, renomado escritor e editor de HQs, se viu, segundo ele, numa pesquisa “deliciosa”: a leitura do maior número de contos de fadas possível, em aproximadamente dois meses. Depois, o árduo foi escolher quais seriam transformados em histórias ilustradas. Dezessete fábulas, entre narrativas dos Irmãos Grimm, outras bem conhecidas e contos folclóricos não europeus, foram selecionadas.

Algumas fábulas se mantêm fiéis aos originais. Mas outras trazem reviravoltas divertidas e, muitas vezes, emocionantes. As histórias ganharam nova roupagem, colorido e humor. Uma nova maneira de interpretar antigas histórias. E de conhecer muitas outras.

Divulgação

Duffy ainda tentou equilibrar na triagem contos que contemplassem heróis e heroínas. Para cada história, um cartunista de peso foi eleito e recebeu a missão de fazer sua própria releitura do conto para os quadrinhos. O resultado são recontos com bom humor, muita cor e formas inéditas.

Nesta antologia única, histórias que todos conhecem se unem a outras não tão conhecidas. O resultado, divertido, mostra que nem tudo é estático no universo das fadas!

“Contos de Fadas em Quadrinhos”, organizado por Chris Duffy, com tradução de Rosa Amanda Strausz. Editora Galera Júnior, 128 páginas, R$ 55,00.

Fonte:http://wp.clicrbs.com.br/aldobrasil/2015/04/23/contos-de-fadas-em-quadrinhos/?topo=84,2,18,,,77

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Para quebrar o preconceito.

Liniers afirma que uma parcela de leitores ainda acha que quadrinhos se resume a aventuras de super-heróis.

Na continuidade de sua entrevista, o cartunista argentino Ricardo Siri Liniers, criador do “Macanudos”, fala do preconceito que ainda se tem em relação à liberdade de expressão nos quadrinhos, muito além da ideia de aventura de super-heróis. Ele aponta também seus cartunistas brasileiros preferidos e fala de sua relação com o Brasil.

Entrevista

Você acredita que o público dos quadrinhos é específico ou pode ser mais acessível?

Acredito que os editores e nós, autores, temos a responsabilidade de acabar com o preconceito que se tem com os quadrinhos. O preconceito é que os quadrinhos seriam somente para crianças, que são aventuras, piadas e nada mais. Durante muito tempo foi assim. Não se podia fazer histórias em quadrinhos sobre temas sérios porque não eram um meio sério de comunicação. Não se podia fazer quadrinhos sobre o holocausto ou a Segunda Guerra Mundial. Só se podia fazer aventuras de super-heróis. E as histórias em quadrinhos atualmente não são encaradas pelo autores da mesma maneira que a literatura pelos escritores. Ninguém dizia a (Julio) Cortázar ou a Clarice Lispector “você não pode escrever isso porque isso não é literatura”. E agora, finalmente, já não dizem isso aos quadrinistas. Atualmente, o problema que temos é que as pessoas continuam com preconceito. Pensar que os quadrinhos são apenas sobre aventuras é o mesmo que pensar que o cinema é somente Arnold Schwarzenegger. É ficar com uma visão muito pequena de algo que é enorme e que, para mim, está em seu melhor momento.

Entre os cartunistas brasileiros, há algum de quem você goste?

Sim, adoro, eles me fazem rir muito. Laerte me faz rir muito, assim como Angeli. Há um desenhista de Porto Alegre que se chama Fabio Zimbres, que para mim é um gênio absoluto.

Há alguma perspectiva de visita ao Brasil em breve?

Eu sempre vou ao Brasil para participar de programas ou apresentar algum livro. Quem sabe aparece alguma razão para visitá-lo novamente. Adoro aproveitá-lo. Já fui a Recife, Porto Alegre, Brasília, Rio, Belo Horizonte, São Paulo. Tenho um cunhado que vive em Ubatuba, então qualquer desculpa que tenho faço uma visita. No Brasil, me aconteceu uma das coisas mais extremas com uma fã. Uma menina me mostrou o braço e disse: “desenha um pinguim pra mim?” E eu desenhei um pinguim com um guarda-chuva. Uma semana depois ela me mandou uma foto e tinha feito uma tatuagem do pinguim. Os fãs brasileiros são sempre intensos, me presenteiam quando vou aí, me dão bonecos dos personagens.

Lei a primeira parte da entrevista aqui

Fonte:http://www.otempo.com.br/

Acervo tem 74 mil livros, dos quais 70% são de Mangás.

A maior biblioteca de livros em japonês no Brasil, localizada em uma colônia em São Miguel Arcanjo (SP), possui um acervo gigante de mangás, as histórias em quadrinhos japonesas. A biblioteca não é limitada apenas a títulos de heróis de luta: há desde histórias cômicas a eróticas. Dos 74 mil livros da coleção, 70% ou 51,8 mil são mangás, segundo o administrador da biblioteca Katsuharo Ochi. “Eles são os mais procurados pela população da colônia e também por outros moradores da região que estudam a língua japonesa e alugam”, afirma.

Fachada da Biblioteca dos Jovens do Pinhal, em São Miguel Arcanjo. Foto: Caio Gomes Silveira / G1

Ele diz ainda que o estilo é procurado por crianças, jovens e adultos. “A preferência é pelas histórias de luta, os poucos livros eróticos ‘nunca’ são alugados”, conta Ochi. O acervo da biblioteca de São Miguel Arcanjo é três vezes maior, por exemplo, que o da Fundação Japão em São Paulo (SP), cidade onde vivem 326 mil japoneses e descendentes, segundo o Centro de Estudos Nipo-Brasileiro. A biblioteca da entidade conta com 21 mil exemplares, de acordo com a administração do local.

Biblioteca é aberta ao público e funciona apenas aos sábados. Foto: Caio Gomes Silveira / G1

Obras diversas

Mas além da grande quantidade de mangás, a biblioteca de São Miguel Arcanjo conta com obras de diversos temas: artes, arquitetura, culinária, religião, biografias, além dos romances policiais e clássicos, como “Pinóquio” e “Bambi”. A quantia de livros é tanta que alguns exemplares ficam estocados em caixas ao lado de prateleiras. “São muitos livros, grande parte antigos. A quantia é tão grande que não conhecemos a maioria”, diz Ochi.

O espaço de 650 metros quadrados fica na colônia japonesa do Bairro Pinhal, zona rural deSão Miguel Arcanjo, e foi construído em 1985. Ele funciona apenas aos sábados e é aberto à população. “Na época em que montaram a biblioteca, a colônia recebeu um contêiner carregado de livros que veio do Japão por meio de um navio. Desde então foram comprados poucos exemplares para a biblioteca”, relembra o administrador.

“Assistir à televisão é mais fácil, mas não podemos esquecer de nossa língua, por isso, mantemos esse local”
Katsuharo Ochi, administrador da biblioteca

Dos 74 mil livros, cerca de 70% são mangás, afirma administrador. Foto: Caio Gomes Silveira / G1

Chama a atenção dos visitantes a diferença entre os alfabetos japonês e romano, utilizado na Língua Portuguesa. Outro fato curioso é o modo como os livros são confeccionados. Ao invés da leitura ocidental da esquerda para a direita, os orientais leem da direita para a esquerda. “Há muitas diferenças para a leitura das palavras orientais e ocidentais. Costumo dizer que aprender a falar japonês não é difícil, mas aprender a ler e escrever, sim. Para japoneses assistirem televisão é mais fácil, mas não podemos esquecer de nossa língua, por isso, mantemos esse local”, reflete.

Fonte: adaptado