Arquivo da categoria: Histórias em Quadrinhos

Evento: Bate-papo Quadrinhos e Sociedade.

Realizado no mês de Abril de 2017 na Gibiteca de Curitiba, teve como convidados os professores e pesquisadores do canal KitineteHQ, Liber Paz e Rodrigo Scama.

O objetivo do bate-papo era debater como os Quadrinhos representam as transformações da sociedade e qual a relevâncias dessas obras para a indústria cultural.

Este foi o segundo bate-papo que organizei na Gibiteca, no final de 2016 tratamos da pesquisa acadêmica de Quadrinhos.

Assista o vídeo na íntegra da conversa.

 

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Prática pedagógica: Inserindo as HQs em sala de aula no Ensino Fundamental.

Trecho da pesquisa realizada entre os anos de 2013 e 2015 no Programa de Iniciação Cientifica da PUCPR e apresentando no artigo “Arte Sequencial em sala de aula para o desenvolvimento das Múltiplas Linguagens no Ensino Fundamental” no EDUCERE 2014.

 

No ano de 2013 os alunos do 3º ano os alunos foram convidados para a montagem coletiva de uma Gibiteca, utilizamos as histórias em quadrinhos que estavam disponíveis na escola. Para criarmos um diferencial, em um trabalho conjunto, montamos uma caixa para deixarmos disponíveis as Histórias em quadrinhos em sala de aula para os alunos com tipos de letra variados.

Os Gibis foram trazidos pelos alunos gradualmente, foi estabelecido um prazo e uma premiação de três livros infantis para o aluno que colaborasse com o maior número de revistas em quadrinhos, ela receberia três exemplares aleatórios da literatura infantil. Para isso oi estabelecida uma regra: apenas as revistas em quadrinhos entrariam para a contagem, assim já aproveitamos para falar sobre as características gráficas e de linguagem próprias das HQ’s e em um mês a nossa Gibiteca estava cheia.

Com exemplares variados raros, comuns, antigos, novos, rasgados e bem cuidados, foi o suficiente para começar o trabalho. A partir do dia seguinte as crianças tiveram 15 minutos do seu tempo de aula reservados para ler os gibis da Gibiteca, esses momentos eram concedidos de três a quatro vezes na semana, dependendo da programação dos eventos da escola.

As reações a esses momentos de leitura variavam muito, no inicio as trocas de gibis eram muito intensas, foi percebido que a leitura não estava acontecendo, mas que, apenas o fato de folhear os gibis era muito importante para despertar a identificação das crianças com o estilo e as personagens. Não convinha, por exemplo, neste momento fazer aquele trabalho paralelo de apresentar a linguagem dos quadrinhos para os alunos, como organizar os quadros das tirinhas em ordem, por exemplo, algo comum nas atividades de alfabetização, bem como preencher os balões de uma tira.

O primeiro momento foi focando na leitura, percebida a importância de variar as formas de leitura, em alguns momentos, combinávamos que por um dia não era permitido trocar de revista, isso fez com que as crianças que apenas folheavam quadrinhos, sem ler e começassem a se dedicar a leitura. Elas deixavam a pressa de lado e, deixando a ansiedade para trocar de gibis, levando à outra estratégia importante: dobrar o tempo de leitura nos dias mais agitados. Nesse caso, se aproveitavam apenas os minutos finais depois de ter atingido o nível de concentração necessária para o ambiente de leitura, e também nos dias em que a concentração estava muito propícia para a leitura produtiva.

Nesses dias, não foram indicados o término dos quinze minutos e geralmente a leitura fluía sem que as crianças se dessem conta que esse tempo já havia esgotado. Essas práticas preservaram a concentração das crianças e estimularam o envolvimento com a leitura em quadrinhos.

No final do mês de setembro, foi dado início às práticas de oralidade, onde os educandos tinham momentos para mostrar os seus gibis preferidos e contar para os colegas o que mais havia lhe chamado atenção, em algumas situações um colega escolhia a um gibi para o outro ler.

Além destas atividades, o trabalho que comtemplou os diferentes níveis de alfabetização, o mostrou-se o maior desafio, para tentar sincronizar as necessidades do grupo atendendo a diferentes níveis de aprendizagem. Um ótimo exemplo dessa tentativa foi trabalho realizado com os personagens da Turma da Mônica.

O motivo, longe de ser um favoritismo, era a comemoração dos 50 anos da personagem Mônica, que acontecera no mesmo ano. A comemoração favoreceu de diversas maneiras, pois, estavam disponíveis materiais atualizados sobre o assunto em jornais e revistas, possibilitando engatilhar atividades em sala de aula.

Todas as atividades pensadas para os alunos foram adaptadas para ir de acordo com a proposta de rede municipal de ensino. Por exemplo, em uma das atividades, as crianças classificadas como pré-silábicas, recebiam a atividade com os nomes das personagens escritos. As crianças classificadas como silábicas a atividade em que os nomes das personagens devem ser completados pelas vogais. E, por fim, as crianças classificadas como silábico-alfabéticas e alfabéticas recebiam a atividade com os nomes das personagens preenchidos apenas com a letra inicial.

Esta é uma atividade para colorir, recortar e colar igual para todos, com a diferença de ser pensada para os diferentes níveis de alfabetização. Um trabalho que demanda planejamento e que associá-los às histórias em quadrinhos significa vincular a uma proposta pedagógica que forme leitores de histórias em quadrinhos.

Finalizamos com a criação. Os alunos foram convidados a elaborar um roteiro para uma história de quatro quadros. Os roteiros foram submetidos a uma votação, e a partir do resultado cada criança ilustraria a sua maneira. Depois os trabalhos foram comparados, e as crianças puderam ver a história ganhando diferentes traços.

 

“Tudo tem sua hora” – Chico Bento Arvorada.

Saber esperar, não ter pressa, ir devagar, são coisas que ouvimos muito durante nossa infância. Ser criança é correr, brincar e pensar que nunca teremos tempo de fazer tudo em um dia.

Em pensar que em menos de 20 anos , a noção de tempo mudou completamente para crianças e adolescentes. Nos dias de hoje, mais ainda, crianças dividem seu tempo entre os estudos e as novas tecnologias, o judô, aulas de canto, psicólogos e tudo vai passando rápido demais.

Em sala de aula é visível a falta de paciência de alguns alunos, os professores tem que se desdobrar para transmitir informações importantes o mais rápido possível, alunos que lêem pouco, não conseguem ver  filmes até o final,  se distraem fácil, ou tentam fazer tudo ao mesmo tempo. Isso é um sinal do “tudo tem sua hora” se torna necessário.

É então que o quadrinista Orlandeli, nos presenteia com “Chico Bento – Arvorada”. Com uma história simples e cativante, como uma história do Chico deve ser, e gente… ela toca lá no fundo do nosso coração.

O tempo é uma das linhas da história, o medo também é outro ponto importante na narrativa, que levam Chico a refletir sobre sua ações, principalmente relacionadas a Vó Dita.

Não vou entrar em mais detalhes da história, mas “Arvorada” nos faz pensar sobre tempo, como deixamos coisas importantes passarem …

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e percebemos que certas coisas não devem ser deixadas para depois.

 

 

 

FIQ Jovem:curso de formação de quadrinistas

O Festival Internacional de Quadrinhos estará desenvolvendo o FIQ Jovem,  um curso gratuito de formação de quadrinistas. O curso foca na produção de quadrinhos, sendo assim, metade da carga horária do curso é voltada para a produção em sala de aula. A turma é reduzida e cada aula é ministrada por dois professores para que os alunos possam ser atendidos individualmente.

O curso é voltado para pessoas que já tenham alguma relação com a criação de histórias em quadrinhos, mas que ainda não sejam profissionais da área. Temos como meta a criação, produção e finalização de uma hq completa durante o período do curso. Os alunos acompanharão e participarão de cada etapa desse processo, tornando-se assim capazes de avançarem em seus projetos de forma independente a partir de então.

O curso acontecerá de 11 de Junho a 10 de Dezembro de 2016, ao sábados, de 8h às 14h. Na segunda metade do curso, em momentos específicos de produção, algumas aulas terão duração de 8hs. Ao longo do curso serão feitos tembém 8 encontros com quadrinistas de todo o país para conversarem sobre seus processos com os alunos e com o público em geral. Esses encontros extras acontecerão uma vez por mês sempre às terças-feiras.

O corpo docente é formado por quadrinistas experientes e que atuam na área, tanto no mercado nacional quanto internacional, tendo publicado em diversos meios.

Condições para inscrição:

Ter no mínimo, obrigatoriamente, 14 anos. (na hora da matrícula será requisitada a presença dos pais para os menores de 18 anos)

Ter no máximo, preferencialmente, 25 anos.

Ser residente em Belo Horizonte ou Região Metropolitana

Ter disponibilidade para participação em pelo 70% das aulas.

Preencher corretamente o formulário de inscrição.

Serão oferecidas 25 vagas para o curso. Haverá um processo seletivo baseado nos portfólios e na relação dos interessados com os quadrinhos. Os selecionados serão informados por email até o dia 6 de junho.

Ficha de Inscrição: AQUI!

Fonte: FIQ

Histórias em quadrinhos ajudam crianças com mielomeningocele

Um projeto de extensão universitária do curso de enfermagem da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu (SP) mudou a forma como as crianças, diagnosticadas com mielomeningocele, encaram a doença que exige muitos cuidados. Os pequenos leem as histórias em quadrinhos e passam a ter uma História ensina sobre doença e cateterismo (Foto: Reprodução / TV TEM)visão bem diferente da história.

“Além de ter a história da doença aqui, também explica porque ele tem que fazer o cateterismo intermitente. Ele pode mostrar para as outras pessoas a necessidade de realizar esse procedimento. Isso vai ajudar muito, é uma maneira simples, clara e lúdica”, explica a enfermeira Maria Virginia.

Um dos sintomas da doença é que o cérebro e a bexiga não se comunicam, então a criança precisa urinar, mas não tem vontade. Por isso precisa usar sonda de quatro a cinco vezes por dia para esvaziar a bexiga.  Uma rotina difícil, mas que o pessoal do Hospital das Clínicas deu um jeitinho de facilitar. Eles criaram uma história em quadrinhos em que o personagem, o Juca, é portador da mielomeningocele e viaja por dentro do aparelho urinário. Nas ilustrações ele mostra que o uso da sonda não deve ser um problema para a criançada […]

Leia Mais: G1

Exposição conta história dos quadrinhos curitibanos através de seus personagens

A cronologia das histórias em quadrinhos da cidade por meio de seus personagens está na exposição “Fabulosa Galeria de Personagens dos Quadrinhos de Curitiba”, que abre nesta sexta-feira (4), às 19h, na Sala Lápis do Museu da Gravura, no Solar do Barão. Com curadoria de Fulvio Pacheco, a mostra em formato de álbum de figurinhas tem entrada gratuita e fica em cartaz até o dia 1º de maio.Exposição quadrinhos curitibanos - Loira Fantasma

A galeria inicia com o Chico Fumaça de 1926 de autoria de Alceu Chichorro, passando por personagens como o Homem Relâmpago, do Poty Lazarotto; Maria Erótica, de Claudio Seto; Smilinguido, da Marcia D´Haese; Marcozinho, do Tako X; Loira Fantasma, do Fulvio Pacheco; Curitibinha, do Marcos Vaz; Amely, da Pryscila Vieira; Barão do Serro Azul, do Marcelo Lopez; Malu, do José Aguiar e vários outros, totalizando 65 personagens.De acordo com Pacheco, a exposição pretende mostrar que existe uma cronologia de quadrinhos consistente em Curitiba e de considerável volume. ”

A tradição da cidade quanto aos quadrinhos é conhecida em todo país, com méritos como a Grafipar, editora responsável pela maior produção de quadrinhos vista fora do eixo Rio-São Paulo, a primeira Gibiteca do Brasil e a Gibicon”, lembra Pacheco.Exposição quadrinhos curitibanos - O Gralha

A ideia do álbum surgiu com a Monografia “A História da Gibiteca e dos Quadrinhos
em Curitiba” editada em 2006 por Fulvio como trabalho de conclusão de curso da Faculdade de Artes do Paraná. O artigo está à disposição para consulta na Gibiteca de Curitiba.

Serviço:
Exposição “Fabulosa Galeria de Personagens dos Quadrinhos de Curitiba”
Local: Sala Lápis, Museu da Gravura da Cidade de Curitiba – Solar do Barão
Data e horário: Abertura dia 4 de março de 2016 (sexta-feira), às 19h. Visitação: 5 de março a 1º de maio, das 9h às 12h e 14h às 18h (terça a sexta-feira) e das 12h às 18h (sábado e domingo)
Entrada gratuita

Fonte: Paraná Online

O Árabe do Futuro – Uma Juventude no Oriente Médio (1978-1984)

Uma História em Quadrinho com caráter autobiográfico sempre nos chama a atenção, assim como um filme que inicia com a frase “baseada em fatos reais”.

O trabalho de Riad Sattouf tem o mesmo poder quando começamos a leitura, outro motivo que chama a atenção foi período retratado, mostrando a Líbia nos primeiros anos do governo ditatorial de Muamar Kadafi (morto em 2011 no movimento conhecido com A Primavera Árabe) e o governo na Síria de Hafez AL Assad.

Porém durante a leitura da HQ os fatos do cotidiano retratados por Sattouf foram deixando a história mais interessante. Como o fato que na Líbia a propriedade privada havia sido abolida, assim se uma casa estivesse vazia, qualquer pessoa tinha o direito de se instalar no lugar, ou a luta pela comida, que era racionada para cada família.

 

 

Além de uma boa leitura, esta HQ nos leva a conhecer como são os costumes, a arquitetura e as peculiaridades do mundo árabe. Observando também como conceitos religiosos, políticos interferem no cotidiano dos cidadãos comuns e principalmente na vida e na formação de uma criança.

O traço cartunesco de Riad Sattouf e a escolha das cores para retratar cada capítulo da história dão ao “Árabe do Futuro” personalidade e complementam a narrativa, criando uma espécie de “respiro” entre os capítulos.

Outro ponto interessante, como é retratado a relação educacional do personagem, que por muitas vezes é visto como uma criança superdotada, observadora e criativa, mas o próprio ambiente (familiar/escolar) o fez questionar estas habilidades.

 

Coletânea dos primeiros quadrinhos brasileiros está disponível na livraria do Senado

Segundo o site do Senado Federal será disponibilizado para venda a coletânea de Quadrinhos “As Aventuras do Nhô-Quim” criadas por Ângelo Agostini.

Organizado pelo especialista em quadrinhos Athos Eichler Cardoso, a obra faz parte de um trabalho de restauração digital da Secretaria Especial de Editoração e Publicações do Senado.

A coletânea dos primeiros quadrinhos brasileiros de Ângelo Agostini está disponível por 30 reais no site da livraria do Senado.

 

Pesquisa concluída: A utilização da arte sequencial e suas múltiplas linguagens pelos professores: uma ferramenta de ensino da língua portuguesa nas séries iniciais

“com imensa alegria recebo a divulgação de meu trabalho pelo Observatório de Histórias em Quadrinhos da USPMuito obrigado a todos que ajudaram de uma forma ou de outra para que esta pesquisa fosse realizada” – Marcio Garcia.

 A pesquisa foi desenvolvida como Trabalho de Conclusão do Curso de Pedagogia da Escola de Educação e Humanidades da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, por Marcio Roberto da Silva Garcia, sob orientação da Profa. Fabiane Lopes de Oliveira.
O trabalho buscou promover a formação de professores no que tange à Arte Sequencial/Histórias em Quadrinhos e seu uso em sala de aula nas séries iniciais do ensino fundamental, bem como propor estratégias de uso das múltiplas linguagens encontradas na Arte Sequencial/Histórias em Quadrinhos. Em sua problematização, apresenta o seguinte questionamento: as linguagens e as estratégias utilizadas pelos professores para diversificar o ensino da Língua Portuguesa nas séries iniciais, como a Arte Sequencial/Histórias em Quadrinhos são utilizadas em sala de aula?
Como objetivos gerais e específicos, buscou identificar os aspectos da linguagem da Arte Sequencial/Histórias em Quadrinhos que estão sendo utilizados nas disciplinas de Língua Portuguesa nas séries iniciais do ensino fundamental pelos professores. Para este propósito, a abordagem metodológica foi  a abordagem qualitativa e como instrumentos foram utilizados a pesquisa bibliográfica, a observação participativa e o estudo de caso sobre o uso da Arte Sequencial e suas múltiplas linguagens no ensino da Língua Portuguesa.
O trabalho contou com o aporte teórico sobre a linguagem das Histórias em Quadrinhos , buscando seus benefícios para o processo de ensino-aprendizagem. O estudo desenvolvido no trabalho contou com a fundamentação teórica dos seguintes autores: Eisner (2012/2013); Freire (2006/2012); Morin (2012/2013/2014); Ramos (2012a/2012) Vergueiro e Rama (2012). Por meio da pesquisa, foi possível observar que as Histórias em Quadrinhos são uma estratégia envolvente para obter bons resultados no Ensino da Língua Portugesa, visto como um recurso pedagógico, esta ferramenta pode contribuir para aquisição de novos conhecimentos e de incentivo a leitura.
Interessados em conhecer o texto completo podem entrar em contato diretamente com o autor.
Prof. Dr. Waldomiro Vergueiro

José Aguiar lança webcomic sobre a infância no Brasil

InfanciaBrasil
O quadrinhista José Aguiar estreará um novo projeto que contará a jornada pelas diferentes formas de ser criança através de cinco séculos de História do Brasil.
Trata-se de uma webcomic chamada A infância do Brasil, em que o autor lança seu olhar sobre o passado, para refletir sobre nosso presente. Por meio de uma história em quadrinhos, dividida em seis capítulos, ele leva o leitor a uma viagem pela História do Brasil para descobrir o passado da fase de maior importância na vida de todos: a infância.
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Aqui, ela é retratada por intermédio de momentos pontuais na vida de crianças brasileiras durante os mais de 500 anos, desde o início da colonização do País até os dias atuais. Propõe uma viagem reflexiva sobre a história de um país ainda em processo de amadurecimento, sob a perspectiva humana.
A história poderá ser lida em uma versão comentada. O site apresentará ainda material extra, como textos sobre o contexto histórico que cada capítulo aborda, além de estudos e depoimentos do autor sobre seu processo de criação.
“O formato digital oferece formas de interatividade que seriam difíceis de agregar à história em outro suporte. Por meio deles, posso partilhar mais informação do que aquela visível na primeira leitura da obra. O leitor pode ter acesso às pesquisas, fontes bibliográficas, enfim, ao mundo em que mergulhei para criar essa grande saga sobre a infância”, explica Aguiar.