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Ariano Suassuna em Histórias em Quadrinhos

A obra “Ariano Suassuna em Quadrinhos”, escrita por Bruno Gaudêncio e ilustrada por Megaron Xavier, conta os principais episódios da vida do escritor paraibano, e traz ainda mais uma aventura do mascote da Energisa, Zé da Luz, apresentando aos amigos o projeto Nossa Energia que realiza a troca de geladeiras velhas por novas e lâmpadas incandescentes por compactas e de LED.Livro que conta a história de Ariano Suassuna em Quadrinhos é voltado para público infanto-juvenil (Foto: Reprodução)

A sessão de lançamento será comandada pela Trupe Alecrim e terá como mestres de cerimônia os personagens Chicó e João Grilo, do Auto da Compadecida. No lançamento ainda acontecerão uma roda de contação de história e brincadeiras com as crianças.

Este é o quinto volume da coleção Primeira Leitura, um projeto do Balcão de Livros Energisa, em parceria com a Editora Patmos. A coleção Primeira Leitura é uma iniciativa da editora paraibana Patmos, com o apoio do Balcão de Livros Energisa, voltada ao público que está se iniciando no caminho do saber, com informações sobre a vida e obra de paraibanos que construíram ou constroem o universo da nossa terra e da nossa gente.

O volume inicial, lançado em novembro/14, é dedicado ao poeta sapeense Augusto dos Anjos, apontado como o paraibano do século XX. Foram retratados também José Lins do Rego, Pedro Américo e Epitácio Pessoa. Os próximos títulos a serem publicados serão sobre João Pessoa e José Américo de Almeida, respectivamente. Toda a coleção vai estar disponível nos 224 pontos do Balcão de Livros Energisa, projeto de incentivo a leitura mantido pela Energisa desde 2012.

Fonte: Adaptad0 (G1)

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Dica de Leitura: Bocas Malditas – Curitiba e suas Histórias de Gelar o Sangue.

Existe uma forma melhor de conhecer uma cidade do que conhecendo sua história?

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Mas não estou falando aqui das histórias oficiais documentadas nos livros, mas sim aquelas que ouvimos desde de crianças, que nossos pais e avós nos contavam, ou até mesmo as que nosso irmão mais velho contava para nos assustar.

As Histórias, assim como as pessoas, atribuem caraterísticas de um bairro ou uma comunidade. Quem nunca ouviu uma história de aconteceu naquela localidade “há muito tempo atrás”.

É disso que se trata o álbum Bocas Malditas: Curitiba e suas Histórias de Gelar o Sangue do Dogzilla Studio.

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O álbum teve como base o projeto ” Notas e lendas Urbanas” de Fúlvio Pacheco foi lançado em 2014 e traz 26 histórias divida entre 30 artistas, além dos editores Antônio Eder, Walkir Fernandez e Carol Sakura, que colocam sua personalidade nos traços e roteiros das histórias, as deixando mais interessantes e menos cansativa a leitura (estamos falando de 180 páginas), em histórias como ” A loira Fantasma”, “A vaca Cherrie”, “A grávida da praça da Ucrânia” , “Tindiquera” e a “Noiva de Preto”.

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Ler Bocas Malditas é como um passeio pela cidade, pois cada ponto turístico, bairro, ou monumento tem uma história para contar, mas na maioria das vezes estamos muito ocupados com outras coisas e não prestamos muita atenção.

História da Arte ganha cores e traços de quadrinhos

“A Provença deve ser um lugar lindo. Tenho certeza de que você vai se recuperar lá”, diz um esperançoso Theo van Gogh, que ouve como reposta do irmão Vincent, prestes a embarcar em um trem para a bucólica Arles, na França: “Acima de tudo preciso produzir muito”. O diálogo revelador é um dos primeiros da graphic novel “Vincent” (R$ 29,90), de Barbara Stok, que acaba de ganhar edição brasileira pela Editora L&PM.

A obra retrata os últimos anos da vida do pintor holandês Van Gogh, que se mudou para a pequena cidade francesa com o objetivo de fundar uma colônia de artistas. Porém a falta de dinheiro e de perspectivas para o futuro, além da culpa que sentia por ser sustentado pelo irmão, fez os tormentos psicológicos de Vincent se agravarem, culminando com o conhecido episódio em que o artista decepou parte da sua orelha direita.

São esses embates internos e acontecimentos da fase mais rica e revolucionária do gênio pós-impressionista que Stok retrata em quadrinhos de traços pop, singelos e coloridos. Barbara ainda incorpora ao livro trechos de cartas escritas ao irmão Theo e telas do próprio pintor, assim como seu processo criativo e suas ideias sobre pintura. Para chegar a isso, a ilustradora trabalhou por três anos com apoio do Museu Van Gogh, de Amsterdã.

A história de Van Gogh rendeu outros trabalhos em quadrinhos

“Vincent” é um exemplo de como as histórias em quadrinhos podem levar novos e diferentes públicos a conhecerem um pouco mais de arte por meio da biografia dos seus grandes mestres. Para a professora doutora Luciane Páscoa, especialista em História da Arte, a experiência que une entretenimento e informação é mais do que válida.

“É uma ótima iniciativa para tentar atingir um público mais jovem porque torna o assunto mais acessível, ainda que na abordagem vida e obra. É uma forma até de sensibilizar os leitores de publicações do universo HQ para que eles possam vir a ter uma relação diferente com o museu e a História da Arte propriamente dita”, afirma.

Mais Van Gogh

A história de Van Gogh já rendeu outros trabalhos em quadrinhos. É o caso da obra do ilustrador Marc Verhaegen, que contou com pesquisa de Jan Kragt. Disponível em inglês e holandês, a publicação de 44 páginas é uma parceria entre a Fundação Eureducation e o Museu Van Gogh. O livro retrata cenários de várias cidades holandesas onde o pintor morou, além de Paris e de Borinage, na Bélgica.

De acordo com os autores, a escolha pelo formato HQ foi estratégica. “O público alvo do livro são crianças e adolescentes que se interessam muito mais por um assunto quando ele é contado de maneira divertida”, disse Verhaegen.

Já “Vincent & Van Gogh”, do sérvio Gradimir Smudja, revisita o universo impressionista por meio de imagens e um enredo fictício, com direito a aparição de outros mestres da pintura (e suas obras), como Monet, Toulouse-Lautrec, Degas e Gauguin.A obra parte da premissa que Van Gogh não foi o verdadeiro autor das pinturas atribuídas a ele. Elas seriam criações de um gato misterioso chamado Vincent, que o holandês teria resgatado certa noite em Arles.

“‘Vincent & Van Gogh’ permanecerá sempre único, justamente porque é daí que deverá partir a imaginação de meus leitores para formularem, à vontade, a sequência da história. Esse relato não tem limites e pode certamente emocionar a todos”, declarou o ilustrador

Fonte:http://acritica.uol.com.br/ (adaptado)

Revolução dos estudantes chilenos é transformada em HQ

Baseada em fatos reais, se transformou na história em quadrinhos Al Sur de la Alameda, escrita por Lola Larra e ilustrada por Vicente Reinamontes.

Publicada pelaEdiciones Ekaré em espanhol, a obra recebeu o Prêmio de Edição em 2014 no Chile e foi selecionada pelo prestigioso catálogo alemão The White Ravens 2014, que reúne os títulos infantis e juvenis de mais destaque no ano.

A “Revolução dos Pinguins” foi uma mobilização estudantil de 2006 realizadas por estudantes secundaristas do Chile entre abril e junho de 2006 e entre setembro e outubro do mesmo ano.

A história foi introduz elementos mais políticos, como uma homenagem ao movimento estudantil contra Pinochet, dos anos 80, reprimido com mortes e desaparecidos, mas sem abandonar o tom intimista e literário do diário o personagem Nicolás, que a história de Al Sur de la Alameda apresenta.

A ARTE, CONVERSAS IMAGINARIAS COM MINHA MÃE

À maneira de jogo entre vários gêneros narrativos – ensaio, autobiografia e novela -, o autor espanhol Juanjo Sáez reconstrói alguns dos capítulos mais interessantes da história da arte. E o faz por meio de uma conversa com sua mãe, criando assim um vínculo com o leitor, convidando-o a refletir sobre algumas obras de arte e sobre a própria figura do artista.

No entanto, não se trata de um livro acadêmico que pretenda falar de cátedra. Sáez mostra sua visão de arte e, para exemplificá-la, detém-se no trabalho de alguns dos criadores mais representativos dos últimos tempos: Calder, Picasso, Warhol, Dalí e Chillida, dentre outros.

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Em outro plano, o autor cumpre uma missão de natureza mais sentimental: percorre salas de museus junto com sua mãe, relembra cenas familiares cotidianas, revisitando sua própria memória.

Dica de Leitura: Turma da Mônica – Laços – Lu e Victor Cafaggi- Editora:MSP/PANINI

Esperei alguns meses antes de escrever algo sobre a HQ Laços, que integra o selo Graphic MSP, que reúne artistas que dão sua percepção à obra de Maurício de Sousa. Eu precisava refletir sobre essa HQ tão sensível e de alta qualidade.

Nesta edição Lu Cafaggi (MixTape) e Vitor Cafaggi (Valente) desenham e escrevem a história da turma mais emblemática das Histórias em Quadrinhos. Convenhamos que escrever sobre a Turma da Mônica é uma imensa responsabilidade, já que (acredito eu) que não exista uma pessoa em nosso país que não tenha lido pelo menos um gibi desta galera.

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A sinopse da história é a seguinte: Cebolinha e Cascão estão aprontando suas estripulias, para azar da Mônica. Mas Floquinho, o cãozinho do menino troca-letras, foge de casa e o deixa arrasado. A amizade da turminha será testada e fortalecida na busca pelo querido animal de estimação do Cebolinha.

 

Vamos começar pelo roteiro, que seria digno a qualquer filme da Sessão da Tarde (Conta Comigo e Goonies) e nos faz sentir parte daquilo, a cada pagina que é lida parece situações que vivemos na infância, que moramos na Vila do Limoeiro e que foi o cachorro vizinho que fugiu…

Outro ponto bacana são os Ester Eggs que remetem as histórias antigas da turma, como algumas imagens e personagens.

 

As ilustrações e as cores, e principalmente os flashbacks são de uma delicadeza pouco vista em uma história em quadrinhos, não tem como não se emocionar em ver a turma e sua versão baby e não abrir um sorriso largo com os planos infalíveis do Cebolinha já “maiorzinho”. O traço de Vitor para turma também mostra mais da personalidade de cada um, a página que mostra a volta da turma depois da busca pelo Floquinho é o maior exemplo disso.

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Posso dizer que, Turma da Mônica – Laços é a Melhor HQ de 2013 (recomendado para trabalhar com alunos da Educação Infantil ao Ensino Superior ) nota 10.

Dica de Leitura: Neonomicon – Alan Moore, Jacen Burrows – Editora: Avatar/ Panini.

A HQ é uma compilação de histórias lançadas pela editora AVATAR entre 2003 e 2011 escritas por Alan Moore (Watchmen, V de Vingança, Liga Extraordinária) baseadas em contos do escritor H.P Lovecraft.

A primeira história chamada “O Pátio” relata a investigação do agente federal Aldo Sax, que investiga uma série de assassinatos que aconteceram e aparentam não ter nenhuma ligação, apesar do modo em que as vítimas foram assassinadas tivesse um padrão, o que fez o investigador cria a Teoria da Anomalia para tentar entender o caso. Sua investigação o leva ao um clube e aí que a viagem (literalmente) começa.

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Moore utiliza de muitas referências literárias e de cultura pop para entrelaçar a trama, é claro que a obra de H.P Lovecraft está em toda a HQ. A obra explora muito bem o terror psicológico, muitos planos abertos e perspectivas e dão a sensação de sentirmos a ação pelo olhar do personagem, apesar de algumas cenas sejam mais explícitas, mas é ai que está a graça, estamos falando de uma HQ de Terror, a intenção é chocar e Moore e Burrows fazem isto de forma e genial.

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A HQ foi vencedora do prêmio Bram Stoker de literatura que premia as melhores obras de horror.

Mesmo Alan Moore confirmando que escreveu a história apenas por que precisava de dinheiro, ele conseguiu ser genial, espero que ele ainda tenha muitas dívidas e nos presentei com obras como esta.

Curiosidade: Essa Hq foi proibida em uma escola da Carolina do Sul nos EUA, pois estava em uma biblioteca onde alunos de 13 anos tinham acesso a obra. E voltamos a velha discussão do uso correto das HQs na Escola, Neonomicon é uma história para adultos, por mais que trabalhe diversas referências literárias, o avaliador deveria ter pelo menos ter lido a obra e não apenas ver os “reviews”.  E é claro, trabalhar trechos da obra com alguma intensionalidade, ou fazer algum acompanhamento dentro da biblioteca é possível, desde de que o Professor esteja preparado para isto. Lembrando que esse problema já aconteceu com outras HQs como “Um Contrato com Deus” de Will Eisner e “Persépolis” de Marjane Satrapi.

Folheteen – Direto ao Ponto de José Aguiar.

Todos somos Malu.

Curitiba, 22 de agosto de 2013

Conheci pessoalmente José Aguiar na última terça em um evento que organizei para meus alunos do Ensino Médio, mas isso não quer dizer que eu conhecia a Malu, sua personagem da tira Folheteen. Em sua fala José me fez voltar a pensar na minha adolescência, minhas dúvidas, problemas e minhas frustrações e parei para pensar.

Minha adolescência não foi fácil (como a de todo mundo), eu também trabalhei em um supermercado (onde muitos anos depois conheci minha esposa), pulava de emprego em emprego, as meninas não queriam saber de mim, pegava o Inter 2 todos os dias lotado e as vezes não me entendia com meus pais.

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Mas foram essas situações que me tornaram o que sou hoje, sou estudante de Pedagogia, faço e pesquiso quadrinhos.

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Quando José falou sobre sua personagem, pensei: “Que bom que meus alunos estejam ouvindo tudo isto”. Muitos deles podem estar passando por todos esses problemas, e outros que pensam que por terem uma melhor condição social podem fazer tudo. (e precisavam levar um choque de realidade).

E todo esse debate veio por causa de uma História em Quadrinhos!

Hoje eu li “Folheteen – direto ao ponto”, mas não dentro do Inter 2 lotado, mas sim em um avião a caminho da USP para apresentar meu projeto em um congresso internacional de Histórias em Quadrinhos, quando pensei comigo: “Malu, sua danada! Por sua causa, em uma semana, fui da minha adolescência complicada à realização profissional”.

Se um dia eu pudesse encontrar a Malu no supermercado ou no ponto de ônibus, lhe daria um abraço apertado e diria: “Muito obrigado, por me fazer lembrar que tudo valeu à pena!”

Marcio Garcia

Estudante de Pedagogia

Coordenador do Projeto HqE! – Histórias em Quadrinhos na Escola.