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Dica de Leitura: Esquimó de Olivier Douzou.

Era um dia comum como qualquer outro, o esquimó saiu de seu iglu para pescar, mas algo dá errado e sua aventura começa.

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Existem livros que nos cativam por vários motivos, o tema, as ilustrações, a história, mas Esquimó de Olivier Douzou, chamou minha atenção pela sua sutileza e simplicidade. Este livro não contém texto, sua narrativa é toda feita por meio de imagens que compõem as páginas de forma fluida e divertida, sim a história é muito divertida, principalmente com seu final inusitado.

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O interessante de livros-imagem como este é, que eles nos fazem criar inúmeras interpretações sobre a história e seus personagens, no caso de Esquimó, depois de ter terminado o livro resolvi ler a dedicatória do autor, e surpresa…uma história começou a surgir.

O livro foi lançado no Brasil em 2008 pela editora Hedra, recomendado para todas as idades.

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Os saberes dos Educandos

Inicialmente devemos entender que todo saber não deve ser separado, tudo aquilo que é aprendido em algum momento da vida está interligado e irá influenciar no aprendizado. O contexto social, o aprendizado e o conhecimento são algumas das faces do saber.

Nesta sociedade do conhecimento em que estamos inseridos, esses saberes adquirem uma nova importância, visto as inovações tecnológicas e os novos estudos e demandas da sociedade atual. Os seres humanos aprendem em qualquer lugar, em frente ao computador navegando na internet, no trabalho, em uma roda de amigos, no ambiente familiar e na escola.

A escola, então não é mais o único meio de aprendizado onde pode se adquirir conhecimento e desenvolver novas habilidades, mas é nela, na escola onde se devem articular essas informações e transforma-los em saberes, os conectando uns aos outros.

Essa visão global do conhecimento e do aprendizado vem de acordo com as mudanças neoliberais que permearam a sociedade no pós- guerra, onde esse modelo social foi introduzido nos espaços escolares que impôs sua versão da modernidade econômica e social.

A função da escola então passou de um mero espaço de transmissão do conhecimento, para um espaço de formar indivíduos capazes de pensar e aprender, ter uma formação global, onde possa desenvolver o conhecimento suas capacidades e autonomia , porém essa pratica liberal pode ter como intuito a formação de mão de obra, visando o mercado e a produção. Pensar em um cidadão autônomo que possa desenvolver seu conhecimento através do processo de ensino aprendizagem requer também que este educando seja reconhecido como sujeito, e suas experiências e conhecimentos anteriores sejam inseridos neste contexto.

É nesta perspectiva que de ser pensar no uso de outras ferramentas para o ensino, da mesma forma que o aprendizado é oriundo de diversas fontes, diversificar essa forma de aprender dentro da escola se mostra necessária. Se analisarmos, o processo educativo faz parte de um sistema complexo e fortemente marcado pelas variáveis pedagógicas e sociais, entendemos que esse não pode ser explorado sem uma interação entre escola e vida, considerando assim o desenvolvimento humano, o conhecimento e a cultura, pois o conhecimento sozinho não é possível se nos isolarmos de nosso meio.

Segundo Paulo FREIRE “[…] à escola, o dever de não só respeitar os saberes com que os educandos, sobretudo os das classes populares, chegam a ela saberes socialmente construídos na prática comunitária”.

Assim como os alunos chegam às escolas cada vez mais com mais informações adquiridas fora do ambiente escolar, e cabe ao professor transformar essas informações em saberes, como citou Berbard CHARLOT em seu  livro  “Da relação com o saber às práticas pedagógicas”, “[…]o professor é convidado a adaptar sua ação ao contexto”, para que ocorra essa conexão o educador, principalmente aquele recém-saído dos cursos de formação deve também ser preparado desta forma.

Prática Pedagógica: Projeto HqE! Histórias em Quadrinhos na Escola

A prática descrita abaixo foi realizada no ano de 2012 como parte do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Curso de Pedagogia na PUCPR. Estes resultados foram apresentados em formato de artigo nas 2as Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos da USP (2013). 

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No primeiro momento as atividades foram voltadas para o ensino fundamental, onde fomos verificar como os quadrinhos estavam sendo utilizados na escola, o que percebemos em nossas visitas é que havia uma lacuna entre a inserção dos quadrinhos na escola e seu uso com caráter didático. Na sequencia em decorrência do estágio em uma escola de Ensino Médio Técnico de Curitiba foi verificado nesta escola a dificuldade dos alunos sentiam com a disciplina da Língua Portuguesa, questões de interpretação e criação de textos, síntese e leitura em geral.

Por este motivo foi elaborado o Projeto HqE – Histórias em Quadrinhos na Escola, para justificar a leitura dos quadrinhos como auxilio no entendimento de temas complexos em que os alunos tem dificuldade de compreensão.

Observando a necessidade de matérias para as aulas de substituição, foram elaboradas atividades relacionadas ao tema de pesquisa de iniciação científica. Em um primeiro momento abordamos histórico da Arte Sequencial, sua origem e evolução até os dias de hoje.

A segunda aula foi abordada o tema da linguagem dos quadrinhos, por ser uma “linguagem autônoma” RAMOS (2012. p.17), e seus elementos narrativos precisam ser entendidos, enquadramentos, representação de fala e pensamento através dos diferentes tipos de balões, oralidade, onomatopeia, cena narrativa e qual a função os quadrinhos.
No terceiro momento entramos no tema de Como são elaborados os diálogos nas Histórias em Quadrinhos. Onde serão apresentadas as variações linguísticas aplicadas nas Histórias em Quadrinhos, com o objetivo de mostrar a homogeneidade da língua portuguesa e sua variação de acordo com o contexto social e histórico, trabalhando o uso de gírias, regionalidade, metáforas, humor e linguagem formal.

Esta terceira aula por ser um conteúdo amplo, foram divididos cada tema para aulas de cerca de 50 minutos para podermos nos aprofundar nos temas.
As atividades elaboradas estão de acordo com os P.A´s (Planos de Aprendizagem) de Gramática e Redação do 1º ao 4º ano dos cursos de Ensino Médio Técnico Integrados Informática e Administração, que tem em seu objetivo geral:

Desenvolver as competências comunicativas, centrada nos eixos oralidade/leitura/escrita/análise linguística, numa abordagem interdisciplinar que privilegia o questionamento reconstrutivo da realidade, visando à formação integral do educando, capaz de exercer a cidadania organizada e critica.

Com o término das aulas os alunos foram avaliados sobre o que foi compreendida sobre os temas. A avaliação não teve por objetivo pontuar o conhecimento do aluno, mas criar situações desafiadoras e problematizadoras, onde ele poderá socializar seus conhecimentos adquiridos durante as aulas com seus colegas.

Após apresentação e aprovação do projeto junto à direção da escola, foi apresentado aos professores no Núcleo de Linguagens e Códigos o projeto e a proposta de trabalhar os quadrinhos com a disciplina de Literatura no dia 13 de março de 2013, após dialogo com os professores foi acordado que trabalharíamos com os todos os alunos do segundo ano do ensino médio integrados aos cursos de Informática e Administração com o livro de Álvares de Azevedo, “Noite na Taverna” (que já estava no planejamento da disciplina) e sua adaptação em quadrinhos, roteirizada por Reinaldo Seriacopi e desenhada por vários quadrinistas. No planejamento para as aulas os temas abordados foram à origem das histórias em quadrinhos; entendo as histórias em quadrinhos; literatura, quadrinhos e o gênero de terror; totalizando 264 alunos em 11 turmas dos períodos da manhã e tarde.

1º Simpósio de Histórias em Quadrinhos, atividade de finalização do primeiro ano do projeto – Com palestras de Fúlvio Pacheco( quadrinista), Maristela Garcia ( Gibiteca de Curitiba) e José Aguiar( quadrinista).

A atividade proposta para os alunos foi à criação de uma FANZINE dos principais autores do Romantismo, para que eles pesquisassem sua biografia e a estruturassem em formato de um roteiro de histórias em quadrinhos, que foi previamente explicado em aula. Toda esta atividade se deu dentro de sala aula e em grupos para que os alunos interagissem e compartilhassem o conhecimento, já que muitos dos alunos também desenham. Também foi solicitado aos alunos que escrevessem uma releitura dos contos de “Noite na Taverna”, todo material que os alunos produzirem será foi selecionado para uma exposição dentro das dependências do colégio, além de integrar um e-Book que será foi disponibilizado para toda comunidade escolar.

 

Leia o artigo completo aqui

Referencial

BRASIL, Ministério da Educação. PCN-Ensino Médio. Disponível em <http://www.portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/14_24.pdf&gt;.

BRASIL, Ministério da Educação. PCN+ Ensino Médio – Linguagens Códigos e suas Tecnologias. Disponível em <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/linguagens02.pdf&gt;.

RAMOS, Paulo. A leitura dos quadrinhos. São Paulo: Ed Contexto. Coleção Linguagem & Ensino. 2012.

Evento: Bate-papo Quadrinhos e Sociedade.

Realizado no mês de Abril de 2017 na Gibiteca de Curitiba, teve como convidados os professores e pesquisadores do canal KitineteHQ, Liber Paz e Rodrigo Scama.

O objetivo do bate-papo era debater como os Quadrinhos representam as transformações da sociedade e qual a relevâncias dessas obras para a indústria cultural.

Este foi o segundo bate-papo que organizei na Gibiteca, no final de 2016 tratamos da pesquisa acadêmica de Quadrinhos.

Assista o vídeo na íntegra da conversa.

 

Prática pedagógica: Inserindo as HQs em sala de aula no Ensino Fundamental.

Trecho da pesquisa realizada entre os anos de 2013 e 2015 no Programa de Iniciação Cientifica da PUCPR e apresentando no artigo “Arte Sequencial em sala de aula para o desenvolvimento das Múltiplas Linguagens no Ensino Fundamental” no EDUCERE 2014.

 

No ano de 2013 os alunos do 3º ano os alunos foram convidados para a montagem coletiva de uma Gibiteca, utilizamos as histórias em quadrinhos que estavam disponíveis na escola. Para criarmos um diferencial, em um trabalho conjunto, montamos uma caixa para deixarmos disponíveis as Histórias em quadrinhos em sala de aula para os alunos com tipos de letra variados.

Os Gibis foram trazidos pelos alunos gradualmente, foi estabelecido um prazo e uma premiação de três livros infantis para o aluno que colaborasse com o maior número de revistas em quadrinhos, ela receberia três exemplares aleatórios da literatura infantil. Para isso oi estabelecida uma regra: apenas as revistas em quadrinhos entrariam para a contagem, assim já aproveitamos para falar sobre as características gráficas e de linguagem próprias das HQ’s e em um mês a nossa Gibiteca estava cheia.

Com exemplares variados raros, comuns, antigos, novos, rasgados e bem cuidados, foi o suficiente para começar o trabalho. A partir do dia seguinte as crianças tiveram 15 minutos do seu tempo de aula reservados para ler os gibis da Gibiteca, esses momentos eram concedidos de três a quatro vezes na semana, dependendo da programação dos eventos da escola.

As reações a esses momentos de leitura variavam muito, no inicio as trocas de gibis eram muito intensas, foi percebido que a leitura não estava acontecendo, mas que, apenas o fato de folhear os gibis era muito importante para despertar a identificação das crianças com o estilo e as personagens. Não convinha, por exemplo, neste momento fazer aquele trabalho paralelo de apresentar a linguagem dos quadrinhos para os alunos, como organizar os quadros das tirinhas em ordem, por exemplo, algo comum nas atividades de alfabetização, bem como preencher os balões de uma tira.

O primeiro momento foi focando na leitura, percebida a importância de variar as formas de leitura, em alguns momentos, combinávamos que por um dia não era permitido trocar de revista, isso fez com que as crianças que apenas folheavam quadrinhos, sem ler e começassem a se dedicar a leitura. Elas deixavam a pressa de lado e, deixando a ansiedade para trocar de gibis, levando à outra estratégia importante: dobrar o tempo de leitura nos dias mais agitados. Nesse caso, se aproveitavam apenas os minutos finais depois de ter atingido o nível de concentração necessária para o ambiente de leitura, e também nos dias em que a concentração estava muito propícia para a leitura produtiva.

Nesses dias, não foram indicados o término dos quinze minutos e geralmente a leitura fluía sem que as crianças se dessem conta que esse tempo já havia esgotado. Essas práticas preservaram a concentração das crianças e estimularam o envolvimento com a leitura em quadrinhos.

No final do mês de setembro, foi dado início às práticas de oralidade, onde os educandos tinham momentos para mostrar os seus gibis preferidos e contar para os colegas o que mais havia lhe chamado atenção, em algumas situações um colega escolhia a um gibi para o outro ler.

Além destas atividades, o trabalho que comtemplou os diferentes níveis de alfabetização, o mostrou-se o maior desafio, para tentar sincronizar as necessidades do grupo atendendo a diferentes níveis de aprendizagem. Um ótimo exemplo dessa tentativa foi trabalho realizado com os personagens da Turma da Mônica.

O motivo, longe de ser um favoritismo, era a comemoração dos 50 anos da personagem Mônica, que acontecera no mesmo ano. A comemoração favoreceu de diversas maneiras, pois, estavam disponíveis materiais atualizados sobre o assunto em jornais e revistas, possibilitando engatilhar atividades em sala de aula.

Todas as atividades pensadas para os alunos foram adaptadas para ir de acordo com a proposta de rede municipal de ensino. Por exemplo, em uma das atividades, as crianças classificadas como pré-silábicas, recebiam a atividade com os nomes das personagens escritos. As crianças classificadas como silábicas a atividade em que os nomes das personagens devem ser completados pelas vogais. E, por fim, as crianças classificadas como silábico-alfabéticas e alfabéticas recebiam a atividade com os nomes das personagens preenchidos apenas com a letra inicial.

Esta é uma atividade para colorir, recortar e colar igual para todos, com a diferença de ser pensada para os diferentes níveis de alfabetização. Um trabalho que demanda planejamento e que associá-los às histórias em quadrinhos significa vincular a uma proposta pedagógica que forme leitores de histórias em quadrinhos.

Finalizamos com a criação. Os alunos foram convidados a elaborar um roteiro para uma história de quatro quadros. Os roteiros foram submetidos a uma votação, e a partir do resultado cada criança ilustraria a sua maneira. Depois os trabalhos foram comparados, e as crianças puderam ver a história ganhando diferentes traços.

 

FIQ Jovem:curso de formação de quadrinistas

O Festival Internacional de Quadrinhos estará desenvolvendo o FIQ Jovem,  um curso gratuito de formação de quadrinistas. O curso foca na produção de quadrinhos, sendo assim, metade da carga horária do curso é voltada para a produção em sala de aula. A turma é reduzida e cada aula é ministrada por dois professores para que os alunos possam ser atendidos individualmente.

O curso é voltado para pessoas que já tenham alguma relação com a criação de histórias em quadrinhos, mas que ainda não sejam profissionais da área. Temos como meta a criação, produção e finalização de uma hq completa durante o período do curso. Os alunos acompanharão e participarão de cada etapa desse processo, tornando-se assim capazes de avançarem em seus projetos de forma independente a partir de então.

O curso acontecerá de 11 de Junho a 10 de Dezembro de 2016, ao sábados, de 8h às 14h. Na segunda metade do curso, em momentos específicos de produção, algumas aulas terão duração de 8hs. Ao longo do curso serão feitos tembém 8 encontros com quadrinistas de todo o país para conversarem sobre seus processos com os alunos e com o público em geral. Esses encontros extras acontecerão uma vez por mês sempre às terças-feiras.

O corpo docente é formado por quadrinistas experientes e que atuam na área, tanto no mercado nacional quanto internacional, tendo publicado em diversos meios.

Condições para inscrição:

Ter no mínimo, obrigatoriamente, 14 anos. (na hora da matrícula será requisitada a presença dos pais para os menores de 18 anos)

Ter no máximo, preferencialmente, 25 anos.

Ser residente em Belo Horizonte ou Região Metropolitana

Ter disponibilidade para participação em pelo 70% das aulas.

Preencher corretamente o formulário de inscrição.

Serão oferecidas 25 vagas para o curso. Haverá um processo seletivo baseado nos portfólios e na relação dos interessados com os quadrinhos. Os selecionados serão informados por email até o dia 6 de junho.

Ficha de Inscrição: AQUI!

Fonte: FIQ

Pesquisa concluída: A utilização da arte sequencial e suas múltiplas linguagens pelos professores: uma ferramenta de ensino da língua portuguesa nas séries iniciais

“com imensa alegria recebo a divulgação de meu trabalho pelo Observatório de Histórias em Quadrinhos da USPMuito obrigado a todos que ajudaram de uma forma ou de outra para que esta pesquisa fosse realizada” – Marcio Garcia.

 A pesquisa foi desenvolvida como Trabalho de Conclusão do Curso de Pedagogia da Escola de Educação e Humanidades da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, por Marcio Roberto da Silva Garcia, sob orientação da Profa. Fabiane Lopes de Oliveira.
O trabalho buscou promover a formação de professores no que tange à Arte Sequencial/Histórias em Quadrinhos e seu uso em sala de aula nas séries iniciais do ensino fundamental, bem como propor estratégias de uso das múltiplas linguagens encontradas na Arte Sequencial/Histórias em Quadrinhos. Em sua problematização, apresenta o seguinte questionamento: as linguagens e as estratégias utilizadas pelos professores para diversificar o ensino da Língua Portuguesa nas séries iniciais, como a Arte Sequencial/Histórias em Quadrinhos são utilizadas em sala de aula?
Como objetivos gerais e específicos, buscou identificar os aspectos da linguagem da Arte Sequencial/Histórias em Quadrinhos que estão sendo utilizados nas disciplinas de Língua Portuguesa nas séries iniciais do ensino fundamental pelos professores. Para este propósito, a abordagem metodológica foi  a abordagem qualitativa e como instrumentos foram utilizados a pesquisa bibliográfica, a observação participativa e o estudo de caso sobre o uso da Arte Sequencial e suas múltiplas linguagens no ensino da Língua Portuguesa.
O trabalho contou com o aporte teórico sobre a linguagem das Histórias em Quadrinhos , buscando seus benefícios para o processo de ensino-aprendizagem. O estudo desenvolvido no trabalho contou com a fundamentação teórica dos seguintes autores: Eisner (2012/2013); Freire (2006/2012); Morin (2012/2013/2014); Ramos (2012a/2012) Vergueiro e Rama (2012). Por meio da pesquisa, foi possível observar que as Histórias em Quadrinhos são uma estratégia envolvente para obter bons resultados no Ensino da Língua Portugesa, visto como um recurso pedagógico, esta ferramenta pode contribuir para aquisição de novos conhecimentos e de incentivo a leitura.
Interessados em conhecer o texto completo podem entrar em contato diretamente com o autor.
Prof. Dr. Waldomiro Vergueiro

Paul Gravett: “Não é mais possível ignorar os quadrinhos no ambiente acadêmico”

Entrevista de Paul Gravett para o site Vitralizado, antes de sua vinda ao Brasil para a 3as Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos da USP realizada no mês passado (agosto) de 2015.Gravett4

Autor de livros como  Manga: 60 Years of Japanese Comics (2004) e 1001 Comics You Must Read Before You Die (2011), além de editar Violent Cases de Neil Gaiman e Dave McKean.

Leia a entrevista na íntegra do site vitralizado

Vale a pena ler também o artigo ” Learning to read from comics: comics as gateway to literacy” onde Paul Gravett faz um panorama dos estudos realizados sobre os uso das Histórias em Quadrinhos para a alfabetização, entrevistando professores da cidade de Londres.

Livro: Quadrinhos & Educação Vol. 2

Foi publicado essa semana o livro QUADRINHOS & EDUCAÇÃO – VOLUME 2, a obra organizada pelos professores doutores Amaro Braga(UFAL) e Thiago Modenesi(FG-LAUREATE) e aborda nessa oportunidade as experiências com procedimentos didáticos envolvendo HQs.
Ambos os organizadores já possuem um conjunto de publicações e pesquisas na área e são membros da diretoria da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial – ASPAS.
O primeiro volume da coletânea foi lançado durante o II ENTRE ASPAS em Leopoldina, Minas Gerais, no mês de maio deste ano. A obra discutia relatos de experiências e análise de publicações envolvendo HQs e educação.
O novo volume foi lançado durante as 3as Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos na Universidade de São Paulo de 18 a 21 de agosto desse ano também. A iniciativa é publicada pela Faculdade dos Guararapes, parte integrante da rede internacional Laureate, e já aponta para a publicação de ao menos mais 2 volumes, o terceiro já está bastante adiantado e deve ser lançado no começo de 2016.
Marca o atual volume a presença de autores de várias universidades brasileiras, além de artigos de pesquisadores uruguaios e peruanos, cabe destacar ainda a capa, esta foi produzida a partir de ilustração do artista brasileiro Luciano Félix que já publicou na versão brasileira da revista MAD.


O livro QUADRINHOS & EDUCAÇÃO (PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS) – VOLUME 2, possui 188 páginas, é formado por 12 artigos e pode ser adquirido por e-mail com os autores no endereço eletrônico thiagomodenesi@hotmail.com

É só entregar lápis e papel.

Para a criança e logo traços mais finos em meio a outros mais grossos começam a compor um desenho. “A criança começa a se interessar pela leitura por meio dos quadrinhos, por volta dos 4 ou 5 anos de idade. O humor gráfico e os quadrinhos atingem todos os estudantes, da Educação Infantil ao Ensino Médio”, comenta o cartunista e jornalista José Alberto Lovetro. Com a experiência de quem atuou em grandes veículos de comunicação, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Veja e TV Globo, José Alberto Lovetro garante que o uso de quadrinhos como ferramenta pedagógica pode resultar em atividades que se enquadram em qualquer disciplina e, ao inserir o próprio aluno no roteiro da tirinha, o educador traz ainda mais impacto para o trabalho. “Todos nós gostamos de ser personagens de uma historinha na qual podemos ser super-heróis ou apenas nós mesmos no dia a dia. Tive uma experiência na antiga Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem), de São Paulo (SP), com o uso de quadrinhos: sugeri aos professores que solicitassem aos jovens o desenho da própria história, já que quando desenhamos nossa história, conseguimos nos enxergar de uma forma diferenciada. Foi como estar em um divã, os meninos tiveram a oportunidade de refletir sobre os seus atos e reagir positivamente contra a violência. O resultado foi sensacional”, lembra.

Leia mais: http://revistaguiafundamental.uol.com.br/professores-atividades/87/artigo225133-1.asp